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Queima da gordura corporal

Saiba como emagrecer de forma saudável com a dieta low carb

Redação Bonde
24 abr 2014 às 13:18
- Reprodução
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Muitas mulheres experimentam várias dietas em busca de um corpo mais enxuto.Algumas delas com mais restrição e emagrecimento rápido, outras menos bruscas que levam mais tempo para queimar calorias. O corpo de cada uma ser adapta melhor a um método, porém é essencialmente importante saber como a dieta deve ser seguida, quais são seus prós e contras e ter muito cuidado com reduzir alimentos em excessos.

A orientação em uma alimentação convencional é que 50 a 55% do que é ingerido no dia seja carboidrato. Já nos métodos low carb, o macronutriente pode compor entre 45% a 5% do que é consumido em um dia, já que essa dieta propõe reduzir a quantidade de carboidratos. É importante ressaltar que uma redução extrema, algo abaixo de 40%, até proporciona o emagrecimento, porém ele não será saudável e pode ter uma série de consequências graves para a saúde. Os carboidratos incluem alimentos como arroz, macarrão, pão e batata.

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Além disso, este método defende que seja priorizado o consumo de carboidratos de baixo índice glicêmico, aqueles cuja glicose (açúcar) é absorvida em uma velocidade mais lenta e por isso não há picos de glicose e nem de insulina no organismo. Exemplos de alimentos de baixo IG são a batata doce e o arroz integral.

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O consumo de alimentos integrais que são ricos em fibras também é estimulado neste método para emagrecer. Especialistas explicarão a seguir quais são os prós e os contras deste regime.

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Por que emagrece?


Este método contribui para o emagrecimento saudável ao sugerir que a alimentação priorize os carboidratos de baixo índice glicêmico. Isto porque quando um carboidrato é ingerido ele tem a glicose que será utilizada pela célula para obter energia.

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Caso haja excesso de glicose, ela é estocada em forma de gordura e se for utilizada antes da próxima refeição não há ganho de peso. Para que o organismo consiga queimar a gordura estocada é preciso liberar um hormônio chamado glucagon que irá retirar essa energia estocada. "Quando a dieta é rica em alimentos com alto índice glicêmico, ocorrem muitos picos de insulina e às vezes eles estão tão altos que o glucagon nunca é liberado", explica o nutrólogo Roberto Navarro. Sem o glucagon a gordura que está estocada não é queimada e não há perda de peso.


Assim, quando a dieta prioriza a ingestão de alimentos de baixo índice glicêmico há uma alteração menor da insulina e consequentemente ocorre a produção de glucagon. Quando há a presença de fibras e proteínas a liberação do hormônio também é mais eficaz.

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Quando a dieta low carb propõe uma redução pequena de carboidratos, algo até 40% do que é ingerido no dia, ela também ajuda a emagrecer. "Não só o carboidrato, mas a proteína e principalmente a gordura devem ser controlados. Com uma redução de 10% e com a melhora na qualidade do que será consumido, a pessoa conseguirá não só um bom resultado, mas também uma reeducação de hábitos", afirma a nutricionista Vivian Ragasso, do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.


Quando o carboidrato ajuda a emagrecer?

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Os carboidratos podem ser aliados na perda de peso quando consumidos de forma correta. É importante optar pelas versões com índice glicêmico baixo ou moderado, pois, como já foi mencionado, elas contribuem para a queima do estoque de gordura do corpo.


Além disso, as melhores fontes de carboidratos são aquelas que também possuem fibras, como o pão e o arroz integral. "A substância prolonga o tempo que o alimento fica no estômago e quando chega no intestino diminui a velocidade de absorção de glicose e assim não há picos de insulina", explica Navarro. Desta forma as fibras proporcionam saciedade.

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Esta dieta prejudica a saúde?


Isto vai depender do quanto de carboidratos será cortado. "Você pode mudar a proporção por um tempo determinado. A orientação convencional é ingerir em um dia entre dia 50 a 55% de carboidratos, 30% de gorduras e 15 a 20% de proteínas. É possível por um curto período, entre um e três meses, diminuir os carboidratos para 40% e as proteínas não devem ultrapassar 20%", conta Navarro. A redução de carboidratos abaixo de 40% é prejudicial para a saúde, especialmente devido ao excesso de proteínas que passa a ser ingerido.

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Quais são os problemas da falta de carboidratos?


Dietas que sugerem uma redução extrema de carboidratos podem provocar uma série de problemas para a saúde. "A restrição e ingestão baixa de carboidratos pode gerar diminuição no metabolismo basal o que dificulta uma perda de peso futura, fazendo o corpo usar como combustível a fonte secundária que são os aminoácidos provenientes principalmente dos músculos", diz Ragasso. Por isso, nessas dietas boa parte do peso perdido não é gordura, mas sim músculo e água.


Outros sintomas da falta de carboidratos são: dor de cabeça, sono excessivo durante o dia ou falta de sono a noite, letargia, déficit de atenção, oscilações de humor, prisão de ventre, cansaço e falta de disposição.


Uma consequência da falta de carboidratos é o excesso do consumo de proteínas e isto é muito arriscado para a saúde. "Estudos recentes relacionam grandes quantidade de proteínas ao aumento do risco de câncer, diabetes e osteoporose. Os rins também são prejudicados com o excesso do macronutriente", alerta Navarro.


Veja outras mudanças saudáveis importantes


A dieta low carb propõe a ingestão de alimentos que contam com carboidratos de índice glicêmico baixo ou moderado e que também sejam ricos em fibras. Porém, outras mudanças também são essenciais para uma alimentação saudável. Procure ingerir mais carnes magras, aves e peixes, vegetais e frutas, laticínios com redução de gordura, oleaginosas e grãos.


Esta dieta pode prevenir o diabetes


Como este regime propõe ingerir apenas carboidratos com índice glicêmico baixo ou moderado, ele pode ajudar a prevenir o diabetes tipo 2. Isto porque ao ingerir carboidratos de índice glicêmico alto, ocorre um aumento do nível de glicose no sangue e consequentemente o de insulina. Quanto mais insulina no organismo, mais ele se torna resistente a ela e é necessária maiores quantidades deste hormônio para transportar a mesma quantia de glicose, aumentando o risco do quadro de resistência à insulina que pode evoluir para o diabetes tipo 2.

Nos casos de alimentos com o índice glicêmico baixo não ocorre um aumento considerável no nível de glicose e todos os problemas em decorrência disto também não vão acontecer. (Fonte: Minha Vida, saúde, Alimentação e Bem-estar)


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