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66 milhões de brasileiros têm pele sensível. Saiba mais

15 ago 2011 às 11:21

Os Laboratórios Dermatológicos Avène realizaram o primeiro estudo epidemiológico para avaliar a prevalência das peles sensíveis na população brasileira. A pesquisa contou com a análise do dermatologista Sérgio Talarico Filho, coordenador da Unidade de Cosmiatria, Cirurgia e Oncologia do Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo.

Realizado pelo instituto independente CSA Santé, o estudo contou com uma amostra de 1.022 homens e mulheres acima de 20 anos, e revelou que cerca de 34% da população – pouco menos de 66 milhões de brasileiros - possuem pele sensível ou muito sensível.


O que é pele sensível?


A síndrome das peles sensíveis foi descrita em 1977, incialmente na face, mas outras localizações são possíveis, principalmente no couro cabeludo e nas mãos. Uma definição clínica é objeto de consenso. As peles sensíveis se definem como a ocorrência de sensação de ardor, calor, formigamento cutâneo (eventualmente com dor ou prurido), como consequência a múltiplos fatores, sejam físicos (radiação ultravioleta, calor, frio, vento), químicos (cosméticos, sabonetes ou sabões, água, poluição), psicológicos (estresse) ou hormonais (ciclos menstruais).



As causas patogênicas ou fisiogênicas da pele sensível ainda são pouco entendidas, mas sabe-se que há uma diminuição do limite de tolerância da pele, sem relação direta com nenhum mecanismo imune ou alérgico. Tem sido relatada uma deficiência na barreira cutânea, associado a um aumento da perda de água transepidérmica, o que, como conseqüência, favoreceria a maior exposição a fatores irritantes.


Diversos estudos epidemiológicos realizados no Reino Unido, nos Estados Unidos e na França evidenciaram que a pele sensível é uma síndrome frequente. Esses estudos mostraram que cerca de metade da população é afetada nesses países (aproximadamente 50% de mulheres e 37% de homens) e que a pele sensível e muito sensível é mais frequente no verão do que no inverno. Essa provável relação entre prevalência de pele sensível e exposição ao sol sugere a possibilidade de diferenças entre países com maior ou menor incidência de luz solar.


Conclusão

Como constatou o estudo, há um número significativo de portadores de pele sensível no Brasil, o que indica que este é um caso que realmente necessita de mais atenção. "Nosso objetivo com a pesquisa é alertar as pessoas que não têm conhecimento do que é pele sensível, ajudá-las a descobrir se possuem ou não a síndrome, e quais os cuidados adequados a serem tomados nesses casos", destaca Talarico.


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