Moda e Beleza

Cicatrizes podem ser minimizadas através de procedimentos estéticos

12 nov 2014 às 09:46

Muitas vezes consideradas supérfluas, as cirurgias plásticas vem se tornando muito mais do que questões estéticas e, com a tecnologia, estão melhorando a qualidade de vida e de saúde das pessoas. Cirurgias plásticas reparadoras são as que mais se encaixam neste contexto, pois corrigem traumas adquiridos, seja por acidentes, queimaduras, outros fatores externos, ou até mesmo herança genética.

Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo, de Curitiba, comenta que hoje já existem várias técnicas que ajudam a melhorar o aspecto estético de uma cicatriz, mas alerta que é impossível eliminar completamente uma marca existente. "Isso acontece porque qualquer procedimento cirúrgico que tenha um corte, mesmo que seja de caráter estético, irá promover uma cicatriz e essa cicatriz gerada nunca irá desaparecer totalmente", explica.


Segundo o especialista, os métodos existentes para melhorar o aspecto de uma cicatriz são vários, mas eles possuem o mesmo objetivo: torná-la quase imperceptível. "Quando me refiro a uma cicatriz de boa qualidade, falo de uma cicatriz de coloração o mais próxima possível da pele, de espessura muito fina e sem relevo. Esses são os objetivos a serem alcançados nos tratamento e não a remoção", ressalta.


Existem vários tipos de cicatrizes que, dependendo do caso e localização, podem ter um aspecto indesejável, como os queloides, por exemplo. "Os queloides e as cicatrizes hipertróficas indicam um paciente que cicatriza muito bem - até demais. Nesses casos o resultado da cicatrização não é agradável e, dependendo do local e do paciente, pode até lhe trazer constrangimento", pontua Pacheco.


Essa é uma das principais razões de as cirurgias reparadoras serem realizadas: trazer uma maior autoconfiança, conforto e segurança para o paciente. Isso acontece porque, na maioria dos casos, os pacientes com queloides relatam uma piora na qualidade de vida, que desencadeia isolamento social, dificuldade para frequentar locais públicos, para estudar ou trabalhar, assim como a suspeita de se tratar de tumores malignos ou lesões contagiosas – tanto por eles quanto pelas pessoas próximas.

No entanto, antes de realizar qualquer tratamento é necessária uma análise cuidadosa e individualizada do paciente. "Para cada pessoa pode existir uma solução diferente. A retirada completa de um queloide, por exemplo, pode não ser a melhor solução para certos pacientes – já que eles podem retornar ainda maiores. É importante consultar um médico especialista no assunto e ver quais são as melhores opções para cada caso", conclui o cirurgião.


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