Apesar das controvérsias que existem sobre o assunto, as mulheres parecem ter resolvido a polêmica: pelos pubianos melhor não tê-los. Pelo menos este é o pensamento da maioria das mulheres mais jovens, segundo uma pesquisa com 2.451 americanas realizada pela Universidade de Indiana e pelo Instituto Kinsey para Estudos sobre Sexo, Gênero e Reprodução.
Veja os principais resultados da pesquisa:
Segundo vários estudos científicos, foram as migrantes brasileiras que, trabalhando como esteticistas, levaram a moda da depilação pubiana para os EUA na última década. A prática no Brasil existe desde o advento do biquíni cavadão.
De acordo com as depiladoras, atualmente as meninas pedem a depilação ampla, total e irrestrita, deixando de lado a moda da faixinha de pelos no meio (parte que não aparecia mesmo usando biquíni). Apesar do procedimento ser caro e dolorido, a maioria das meninas com idade abaixo dos 30 anos estão optando pelo depilação total, revelou a depiladora paulista Reny Ryan, 58, há 35 anos vivendo em San Francisco, Costa Oeste americana.
Para os contrários a radicalização na depilação, a nova moda é um sintoma da clássica sujeição feminina aos homens, que estão convertidos à causa da depilação delas. Mas há quem diga que rebata a opinião perguntando porqu então na pesquisa americana aponta que 80% das heterossexuais; 86% das bissexuais e 74% das lésbicas se declarem total ou parcialmente depiladas,.
Para a Ryan, essas mulheres percebem uma parte do corpo que nunca antes tinham visto. "Muitas surpreendem-se com a delicadeza da pele lisa e com sua própria aparência. Saem daqui com a disposição de comprar uma calcinha sexy", diz Reny, autora do livro "Confissões de uma Depiladora Brasileira nos Estados Unidos" (Matrix, 151 págs.). Segundo a pesquisa americana, parece haver uma correlação direta entre depilação e sexo oral.
Assim como há especialistas contrários como a dermatologista Mônica Aribi, que diz que "pelos protegem a região vaginal contra a invasão de bactérias e ajudam a manter a temperatura e o pH ideais para a região". Também há médicos que defendem a depilação hoje em dia sem prejuízos. Segundo a ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo, há recursos atualmente, como os sabonetes íntimos, que reduzem os riscos de infecção feminina, mesmo após a depilação.
Especialistas são categóricos em afirmar que a depilação com cera oferece um conforto maior para a mulher. O importante é escolher um local com alto padrão de higienização, sem reciclagem da cera. O único impedimento é o uso de cera reciclada. Ela pode expor a mulher ao risco de contrair uma foliculite, inflamação do folículo piloso. (Fonte: Folha.com)