Moda e Beleza

Fique longe dos perigos do sol com o pretetor solar certo

31 dez 1969 às 21:33

O mercado dos protetores solares no Brasil movimentou R$ 665 milhões em 2007, registrando aumento de 37,59% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) - a entidade não divulgou projeção para o fechamento de 2008. Com a proximidade do verão, o consumo é puxado pelo aumento da preocupação das pessoas com a proteção da pele contra os efeitos nocivos do sol. Em entrevista à Folha, o médico dermatologista Andrei Bungart Nonino orienta sobre o que deve ser levado em conta na hora de comprar esse tipo de produto.

Ele explica que os filtros solares devem ter proteção efetiva contra os raios ultravioleta A e B, o que pode ser avaliado pelos consumidores pelas informações do rótulo das embalagens.''A proteção UVB é verificada por meio do FPS (fator de proteção solar), que deve ser de nível 15 ou mais. Quanto à proteção UVA, ainda não há consenso sobre o melhor método de avaliação e, por isso, não existe uma padronização para que se use um valor numérico. Deve-se constar nas embalagens 'proteção UVA máxima' ou 'proteção UVA alta''', orienta o médico.


A função do filtro solar, esclarece Nonino, é proteger a pele contra a ação nociva da radiação ultravioleta do sol, diminuir o risco de queimaduras, prevenir o aparecimento de manchas e outros sinais de envelhecimento cutâneo e, principalmente, reduzir o risco de câncer de pele.


Segundo o médico, o FPS deve ser definido de acordo com os tipos de pele. Pela classificação mais aceita no mundo, existem seis tipos, começando com a ''muito clara'', que não bronzeia nunca (loiros, ruivos e pessoas com sardas ou olhos claros) até as peles negras. ''O fator indicado para as pessoas de pele muito clara ou clara é o 30 ou mais e para pessoas de pele morena o 15'', diz.
Nonino esclarece que o maior FPS oferecido no mercado brasileiro é o de nível 100. Acima de 30, porém, a proteção é proporcionalmente aumentada em pequena quantidade. ''Para áreas mais sensíveis (rosto e lábios), pessoas com doenças desencadeadas ou agravadas pelo sol ou com antecedente de câncer de pele também podemos recomendar protetores com FPS acima de 30'', diz.


A eficácia do protetor solar, no entanto, está relacionada à utilização correta. ''Deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar e reaplicado a cada duas horas ou após transpiração excessiva, mergulho ou uso de toalha'', explica, lembrando que no sol não é aconselhável usar produtos como perfumes ou sustâncias para descoloração dos pêlos, pois podem provocar queimaduras e alergias.


É importante, segundo o dermatologista, que as pessoas de pele seca utilizem as apresentações em creme ou loção cremosa; as de pele normal, a loção cremosa; e as de pele oleosa, gel ou loção sem óleo. Além disso, crianças de 6 meses a 6 anos de idade devem usar protetores específicos, como infantil ou ''kids''. Abaixo de 6 meses de idade não é permitido o uso devido o risco de alergias.


Quanto às novidades do mercado, Nonino cita os protetores que trazem componentes biológicos com possível efeito antioxidante que poderia ajudar na prevenção do envelhecimento da pele.


Tipo de pele


A compra do protetor solar deve ser feita de acordo com o tipo de pele. Para fazer a análise, o consumidor deve tomar como base partes do corpo que normalmente não ficam expostas ao sol, como barriga, nádegas. Veja abaixo quais são os tipos de pele de acordo com a classificação de Fitzpatrick, a mais aceita internacionalmente:


Tipo I - Pele muito clara, sempre queima, nunca bronzeia
Tipo II - Pele clara, sempre queima e algumas vezes bronzeia
Tipo III - Pele menos clara, algumas vezes queima e sempre bronzeia
Tipo IV - Pele morena clara raramente queima e sempre bronzeia
Tipo V - Pele morena escura, nunca queima e sempre bronzeia
Tipo VI - Pele negra, nunca queima, sempre bronzeia


Câncer de pele


Segundo o dermatologista Andrei Bungart Nonino, pesquisas indicam que a exposição cumulativa e excessiva ao sol durante os 10 primeiros anos de vida aumenta muito o risco de câncer de pele. Ele lembra que nos Estados Unidos, local onde existem dados estatísticos confiáveis, a incidência de câncer de pele é de aproximadamente 1,2 milhão de novos casos ao ano, dos quais cerca de 45 mil sejam de melanoma, o tipo mais grave e com risco de morte.


''No Brasil, o câncer mais frequente entre todos os tipos é o de pele, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores diagnosticados segundo o Ministério da Saúde, com cerca de 100 mil novos casos ao ano. Mas, a incidência deve ser ainda maior, considerando que os dados estatísticos no país não são precisos'', diz o médico.

Mesmo com a aplicação do protetor, Nonino destaca que as pessoass devem evitar o sol no período das 10 às 16 horas, e utilizar sempre outros métodos de proteção como camiseta, chapéu, óculos de sol e guarda-sol. Além do câncer, o sol pode provocar, de imediato, queimaduras solares e sintomas de insolação, como desidratação, dor de cabeça, febre, náusea e vômito. A médio e a longo prazo, vem o envelhecimento precoce da pele com aparecimento de manchas, rugas, aspereza e perda da elasticidade.


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