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Brasil está entre os que mais apoiam acolhimento a refugiados, diz pesquisa

Vítor Ogawa - Grupo Folha
25 jun 2022 às 16:05
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O senegalês Luma Gabes mora em Londrina e é um refugiado que está há quatro anos na cidade. O jovem de 26 anos relata que o Brasil o acolheu "como um abraço". “Aqui é um país legal. As pessoas são muito ‘gente boa’, são ‘legais’. Eu gostei daqui. Eu achei o Brasil bonito, de coração. Quando cheguei aqui gostei muito. Já viajei por muitos países diferentes, mas o Brasil foi o mais ‘legal’ para mim. Já passei pela Espanha, França e Itália, mas entre todos os países o Brasil foi o melhor para mim, porque aqui todo mundo é igual“, declara.

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O depoimento do senegalês vai ao encontro com uma pesquisa realizada em 28 países pela Ipsos. A empresa é especializada em pesquisa e inteligência de mercado, e realizou essa indagação global que aponta que os brasileiros estão entre os que mais apoiam acolhimento a refugiados, com 86% das pessoas ouvidas aceitando que as pessoas devem poder se refugiar em outros países ou no seu. No ranking global, o Brasil só está atrás da Suécia, que possui índice de aceitação de 88%, enquanto a média global dos 28 países pesquisados é de 78%. 


Foram entrevistadas 20.505 pessoas entre 22 de abril e 6 de maio de 2022 de forma ‘on-line’, sendo aproximadamente mil no Brasil. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.


Além do Brasil, integram a pesquisa: Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, China, Colômbia, Singapura, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Itália, Japão, Malásia, México, Holanda, Peru, Polônia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia e Estados Unidos.


A comparação histórica da mesma pesquisa revela que o apoio saltou nos últimos anos. Em 2019, antes da pandemia e dos conflitos na Ucrânia, 61% dos brasileiros defendiam os refugiados. Em 2020, primeiro ano pandêmico, o índice saltou para 77% e foi a 78% no ano seguinte. Neste ano, após a consolidação da ofensiva russa contra o território ucraniano, o apoio cresceu 8 pontos percentuais, até chegar ao patamar atual de 86%.  

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