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Emotional Minimalism: conheça o estilo de vida que promete desapego e leveza emocional

WeMystic Brasil
31 out 2021 às 08:00
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Com o tempo, a mente pode ficar sobrecarregada com tantas informações e todas as preocupações modernas, e é a partir daí que surgem os famigerados burnouts. O Emotional Minimalism é uma técnica que pretende, no mínimo, ajudar a minimizar as consequências das doses diárias de ansiedade. Imagine que você tem à sua disposição vários ingredientes, os quais poderiam ser combinados para formar uma única receita ou então podem ser preparados cada uma à sua maneira, respeitando a natureza de cada item e extraindo ao máximo o sabor de cada um. Apesar da analogia simplória, a proposta do Emotional Minimalism, ou minimalismo emocional, em tradução direta, é a de desacelerar a mente: e um dos benefícios é justamente passar a apreciar os detalhes da vida como se fossem únicos! 

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Emotional Minimalism versus o acúmulo emocional


Reconheça tudo aquilo que é um acúmulo emocional na sua vida. Isso pode, claro, ser refletido nas lembranças físicas que temos, por exemplo, papéis de bala, cadernos antigos, objetos inutilizados há muito tempo… Mas na maioria das vezes, a principal portadora da nossa própria bagunça sentimental é nossa mente! É nela que depositamos os pequenos sedimentos de memória, aqueles que, com o tempo, podem se tornar traumas. Portanto, é imprescindível trabalhar em terapias especiais, as quais oferecem acompanhamento frequente, para impedir que as memórias amargas se calcifiquem. Além, é claro, de promover uma leveza quase instantânea! 


Uma tática aliada ao Emotional Minimalism é o Mindfulness, que ajuda a quem o pratica realizando uma reorganização na interpretação cotidiana: em outras palavras, ensina o adepto a estar concentrado nos acontecimentos conforme eles vão acontecendo, em oposição aos acontecimentos futuros os passados -- os quais podem causar ansiedade. É um guia de atenção plena, no qual você aprende a controlar os pensamentos intrusivos e focar no que realmente interessa, tornando sua mente um poderoso filtro de emoções. 

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Simplificando emoções: o processo


Além do desenvolvimento do filtro emocional, uma das promessas do Emotional Minimalism é a simplificação de sentimentos. Isso significa analisá-los. Se for necessário, quebrá-los em pequenas partes, a fim de desconstruir a imagem maior que forma o dilema. Para isso, além da ajuda especializada de psicólogos e terapeutas, é necessário ter muita determinação, pois geralmente é na hora de encarar esse tipo de trauma que a maioria das pessoas pensa em desistir. Lembre-se de que a ideia é trazer o seu interior para perto. E se ele não vier, insista nele e faça um mergulho em seu subconsciente. Se deixe levar pelas memórias amargas, sabendo que esse pode ser o começo do fim de um longo sofrimento. 


Existem algumas dicas práticas que podem ajudar você a manter-se fiel à jornada, como por exemplo, manter um diário de anotações rápidas, preenchendo as folhas somente com os sentimentos que estão mais à flor da pele e o que os provocou. Após algum período de tempo, você poderá voltar nos dias anteriores e perceber se houve algum padrão para determinar suas reações. Algumas pessoas também são adeptas das cartas, nas quais escrevem seus sentimentos como se fosse um confessionário, e depois as queimam -- isso ajuda no reconhecimento da concretude de certos acontecimentos, e que assim como o papel, ele pode se transformar. 


Desapego e minimalismo


Por fim, é natural que com o tempo você perceba que você se tornou mais desapegado, tanto em relação aos objetos, quanto em relação às lembranças. É importante observar essa evolução, pois ela nos indica que estamos caminhando lado a lado com a evolução espiritual, e por consequência, proporcionando uma melhoria na nossa qualidade de vida. 


Um sintoma imediato dessa conquista pode ser observado na nossa flexibilidade em relação aos “erros” alheios. Passamos a observar as pessoas com menos austeridade, tendo consciência de que o pior das ações planejadas não irão nos afetar permanentemente. Assim, torna-se mais difícil se deixar abater por situações penosas, e tendemos a passar por elas com mais habilidade. Por outro lado, as boas memórias parecem perdurar, e são nelas que deve estar o cerne de todo o desenvolvimento do Emotional Minimalism.

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