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Maringá é a melhor cidade brasileira para se viver; Londrina é 17ª

10 fev 2021 às 10:45

A melhor cidade brasileira para se viver é paranaense. A constatação foi apontada no ranking divulgado nesta terça-feira (9) pela consultoria Macroplan, que avalia as 100 maiores cidades brasileiras dentro do Índice de Desafios da Gestão Municipal. Ao todo, seis municípios paranaenses figuram no levantamento - Londrina é a 17ª.


A cidade de Maringá ocupa a primeira colocação da lista. Curitiba foi apontada como a melhor capital brasileira para se viver e no ranking geral figura na sétima colocação. Além delas, Cascavel (11ª), Londrina (17ª), São José dos Pinhais (32ª) e Ponta Grossa (39ª) também estão bem posicionadas no estudo. O ranking leva em conta diversos fatores como emprego, segurança, saúde e educação.


O índice de mortalidade infantil é um dos critérios adotados e, no Paraná, ele tem caído desde 2013. O de 2020, ainda preliminar, é de 9,4/1.000 nascidos vivos. Os investimentos em obras de UBS (Unidades Básicas de Saúde) passam de R$ 82 milhões, somente nos anos de 2019 a 2020, o que ajudou o Estado a evoluir. Os valores envolvem reformas, ampliações e novas obras. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, há 289 novas obras em andamento em 164 municípios.


O Paraná também elaborou um plano estadual de enfrentamento à Covid-19 e desde então o Estado se destaca pelas medidas assertivas, tornando-se referência no combate à pandemia, principalmente no atendimento hospitalar.


Alguns estados criaram "hospitais de campanha", com estruturas hospitalares provisórias e separadas dos serviços de saúde. O Paraná optou pela implantação de leitos exclusivos para atendimento aos pacientes suspeitos e/ou confirmados com a Covid-19 dentro da rede hospitalar já existente.


Foram criados centenas de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para o enfrentamento da doença e o estado conta com três hospitais próprios e exclusivos para o tratamento: em Telêmaco Borba, Guarapuava e Ivaiporã. Somados, os investimentos nas três unidades passam de R$ 247,2 milhões.


Empregos


A geração de emprego é outro quesito. Em 2020, o Paraná criou 52.670 vagas de emprego e manteve a 2º colocação no ranking das unidades federativas que mais geraram vagas no país. Ponta Grossa foi o município paranaense que mais gerou vagas de trabalho: 5.626 ao todo. Curitiba foi a segunda colocada no ranking estadual, com 2.558 novas vagas geradas.


Além disso, um estudo feito pelo Sebrae Nacional a partir de dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, apontou que o Paraná foi o estado que mais gerou novas vagas entre os pequenos negócios do Brasil. O saldo foi de 38.272 novas vagas, 72,6% do total de 52.670 empregos gerados em 2020.


Educação


No ranking por área, Maringá é a quinta melhor cidade brasileira no quesito educação. O Estado tem se destacado também neste setor. Na última avaliação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2019, o Paraná alcançou a quarta melhor nota do ensino médio entre as redes estaduais do Brasil. Em 2017, o Estado ocupava a sétima posição na lista.


Na avaliação de 2019, o Paraná obteve o maior crescimento de nota no ensino médio, subindo 0,7 - saindo de 3,7 para 4,4 pontos. É a maior evolução desde 2005. Se somadas as notas de escolas federais e privadas, o Paraná aparece em terceiro no ranking.


O Estado também ocupa o primeiro lugar do Brasil entre as redes estaduais no Ensino Fundamental - ‘Anos Iniciais’ (até o 5º ano), com nota de 6,8, e ficou na terceira posição para os ‘Anos Finais’ (6° ao 9° ano).


Saneamento


Outro quesito avaliado para classificar as cidades é o índice de saneamento básico. No Paraná, 100% do esgoto coletado é tratado. A média estadual, de acordo com dados da Sanepar, é que 76% de todo o esgoto é coletado no Estado. Em Maringá e Cascavel, esta média sobe para 99%. Curitiba tem 96,4% do esgoto coletado; Londrina, 94,8%; Ponta Grossa, 90,7%; e São José dos Pinhais, 77,5%.

Além disso, nos municípios atendidos pela Sanepar, 100% da população urbana tem acesso a água potável.


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