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Momentos difíceis

O que o isolamento social nos ensina sobre relacionamentos?

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
10 jun 2021 às 15:48

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Se por um lado os casais que já viviam juntos passaram a conviver em tempo integral, por outro aqueles que não moram na mesma casa precisaram se readequar à distância. Em ambos os casos, as medidas de isolamento social, impostas pela pandemia de Covid-19, impactaram a qualidade das relações amorosas.


De acordo com a psicóloga Camila de Cássia Ribeiro, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a mudança forçada pela situação atual trouxe consigo diversos fatores que podem prejudicar um relacionamento. É o que mostra um estudo realizado pela Universidade de Columbia.

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Segundo o levantamento, a deterioração das relações está ligada ao aumento de sintomas de depressão e ansiedade neste período. "Medo do futuro, problemas financeiros, queda da qualidade do sono e alterações na rotina fazem parte deste combo”, explica a especialista.


Um dos reflexos disso está justamente no resultado de um levantamento realizado pelo Colégio Notarial do Brasil, indicando que o número de divórcios em 2020 foi o maior desde 2007 em diversas regiões do país, com pico entre os três primeiros meses da pandemia.


"O convívio intenso dos casais, associado à redução nas distrações e ao aumento das preocupações no dia a dia, pode elevar ou evidenciar as incompatibilidades, causando desgaste emocional”, destaca.


Já para os casais que não vivem juntos o desafio está na manutenção do vínculo, uma vez que o momento exigiu a redução do contato físico, substituído muitas vezes por videoconferências e outros recursos virtuais.


"Tudo isso nos leva a compreender que um dos principais aprendizados que o isolamento social nos trouxe é a importância da adaptação”, ressalta a psicóloga.


Camila explica que o momento pode ser uma oportunidade valiosa para rever as prioridades na relação. "Empatia e flexibilidade são pontos fundamentais para que os casais consigam se conectar em momentos difíceis”, afirma.


Na prática, isso significa que a qualidade do relacionamento depende da predisposição de ambos em olhar para o cenário atual e criar meios que favoreçam o bem comum. Neste Dia dos Namorados, o segundo em meio à pandemia, a psicóloga dá algumas dicas aos casais:


Manter a individualidade


Aos que moram juntos, é necessário encontrar momentos no dia a dia para se dedicar a atividades particulares. Seja lendo um livro, assistindo a uma série, cultivando um hobby, o importante é que cada um preserve sua individualidade.


"O excesso de convivência tende a fazer com que as pessoas abram mão de si mesmos, como se os dois formassem uma única pessoa, o que pode ser prejudicial ao casal em longo prazo”, alerta.


Valorizar a comunicação


Essa dica vale para todas as relações. "Estejam juntos ou distantes, os casais devem exercitar a comunicação, de maneira que ambos se sintam estimulados a compartilhar seus pensamentos e sentimentos abertamente”, orienta a especialista.


Segundo ela, a conversa franca e transparente reduz a possibilidade de gerar mágoas e rancores, tão nocivos para uma relação. Além disso, esse hábito gera mais intimidade e reforça o vínculo do casal.


Quebrar o tédio com afeto


Com as opções de lazer restritas desde o começo da pandemia, a rotina tornou-se mais cansativa para muitos casais. Nessa hora, alguns gestos simples podem fazer a diferença, como mandar entregar pequenos agrados na casa do namorado ou namorada (um livro que a pessoa goste ou um docinho feito por você).


Para quem vive na mesma casa, a pessoa pode, por exemplo, preparar um café da manhã especial em um dia comum, criar um ambiente de cinema em casa, ouvir uma música ou ainda dançar na sala.

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"O objetivo, aqui, é construir hábitos positivos que demonstrem afetividade, um elemento capaz de aumentar a sensação de bem-estar e que também ajuda a tornar a rotina menos desgastante”, finaliza a psicóloga.


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