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Sistema que facilita leitura desperta atenção de educadores

05 set 2019 às 20:55

Educadores brasileiros têm tido sua atenção despertada no estande da Microsoft, patrocinadora da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (Bienal Rio 2019), por um sistema gratuito para instituições de ensino e professores. O sistema facilita a alfabetização de crianças com autismo e dislexia, entre outras dificuldades.

A Bienal foi aberta no último dia 30 de agosto, no Riocentro, na Barra da Tijuca e funcionará até o próximo domingo (8).


Através da plataforma Microsoft Learning Tools, os professores podem baixar no computador o sistema Ferramentas de Aprendizagem (Learning Tools, em inglês). Basta fazer o download. O professor pode escrever um texto ou baixar um texto da internet para usar e mesmo tirar uma foto e o sistema faz análise da imagem. A ferramenta é útil, em especial, para crianças que têm dificuldade de se concentrar durante a leitura ou têm alguma deficiência visual, por exemplo, disse o gerente de Negócios da Microsoft, Daniel Maia, nesta quinta-feira (5) à Agência Brasil .


"A ferramenta ajuda a fazer o treino da leitura". O gerente relatou o caso de uma mãe que lamentava que o filho só lia seis palavras por minuto. Após o uso do sistema, em menos de uma ou duas semanas, ela passou a ler 60 palavras por minuto. "Já estava se tornando fluente".


Inclusão


Os educadores que têm visitado o estande da Microsoft, sejam de língua portuguesa ou de humanas como um todo, se manifestam de forma positiva por poderem ampliar a inclusão dos alunos dentro de sala de aula. "Porque o aluno que não consegue ler, ele se isola, não consegue acompanhar os demais e, até, vira vítima de ‘bullying’, disse Maia. Segundo ele, a preocupação da Microsoft com essa plataforma é transformar o tempo em sala de aula entre aluno e professor, melhorar o resultado da aprendizagem e que a tecnologia que dá essa resposta ao aluno seja acessível e inclusiva.


Não é à toa que a Bienal Rio tem nesta edição a acessibilidade, a diversidade e a inclusão como carros-chefe. "Estamos super alinhados com a causa", destacou o gerente da Microsoft. O sistema está disponível em vários idiomas. Implantado no Brasil há três anos, ele recebe atualizações mensais.


A psicopedagoga Zoraide Vianna, de 54 anos, professora do Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado de Barra Mansa, atendendo a 165 alunos com deficiência, afirmou que a tecnologia digital vai auxiliá-la no ensino da leitura para seus alunos. "Vai ser super interessante para eles".


Daniel Maia salientou que as ferramentas gratuitas permitem leitura, escrita e compreensão de textos para crianças e, inclusive, adultos analfabetos. Um dos recursos é o ‘Immersive Reader’, que permite ao aluno customizar a visualização de textos no computador de acordo com sua necessidade. Ele pode, por exemplo, configurar o espaçamento entre letras, o tamanho da fonte e a cor de fundo. Conforme o estudante vai lendo, a palavra é iluminada na tela. "Inclusive, se a criança não sabe ler aquela palavra, o computador consegue ler para ela". Outra coisa interessante é que algumas palavras trazem um ícone e quando o ‘mouse’ é colocado em cima, aparece o significado daquela palavra. "Consegue ilustrar o sentido daquela palavra, se for um objeto", disse Maia.

Qualquer instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação tem acesso gratuito à ferramenta.


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