O espetáculo “Herança: Era só o que me faltava”, uma celebração dos quase 30 anos de carreira de Luís Silva como o Palhaço Arnica, entra em sua reta final de apresentações. Com uma proposta que une o riso à poesia visual e sonora, a montagem homenageia a tradição circense e o legado dos mestres da palhaçaria. No próximo sábado (31), às 17h no dia 01, em duas sessões (às 15h e 17h) no Sesc Cadeião, o Palhaço Arnica recebe um baú de herança de um tio distante, que também era palhaço.
Através de objetos, fotos e vídeos que servem como "easter eggs" da história do circo, o protagonista redescobre memórias e reflete sobre a arte do encontro com o público. O projeto encerra a sua trajetória de apresentações na Vila Triolé, com sessões no dia 21 de fevereiro, às 19h e no dia 22, com duas sessões: às 16h e 19h. Todas as sessões são gratuitas e com classificação indicativa livre. Os ingressos para todas as datas e horários estarão disponíveis a partir de uma hora antes do início de cada apresentação.
A montagem, que conta com o patrocínio da Secretaria Municipal da Cultura, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC), é um reconhecimento de Londrina como rico celeiro de palhaços, em grupos ou artistas independentes se dedicando a essa linguagem que contribui para a criação de uma identidade local.
Com direção de Tiago Marques, o espetáculo solo celebra a carreira artística de Luís Silva a partir das suas próprias referências e da convivência com outros palhaços ao longo do tempo, presenças que o atravessam enquanto profissional do riso que, nesse baú herdado e cheio de memórias, reencontra objetos que conectam o passado e o presente em um turbilhão de sentimentos, com o protagonista descobrindo coisas sobre seu parente distante e sobre o legado que o espera. Um espetáculo para todas as idades que dialoga com diversas linguagens artísticas com cenas em que a música, o texto e a situação criam uma espécie de trinca poética, uma poesia visual e sonora que vem agregar, dar leveza e outros pontos de vista ao cotidiano e às situações.
Em seus quase trinta anos de atuação como palhaço, Silva construiu uma trajetória, aprendendo e percorrendo diversos lugares. “Considero que a arte do palhaço transcende a simples função de entreter; envolve também uma dimensão social e política, embora essa não seja a ênfase principal do espetáculo. O objetivo é criar um momento singular, propiciando a experiência de um enredo em que um personagem recebe, inesperadamente, uma herança. Essa herança, aparentemente de menor valor material, representa, na verdade, o tesouro mais precioso para o tio: a memória e as experiências de vida”, diz. A proposta cênica busca integrar diversas formas de arte, como música e projeções, que enriquecem a criação do espetáculo, dialogando com diversas linguagens artísticas.
Serviço
“Herança: Era só o que me faltava”, um solo com Luís Silva, o Palhaço Arnica
Últimas apresentações
Dia 31 de janeiro, no SESC Cadeião, às 17h (Rua Sergipe, 52)
Dia 01 de fevereiro, no SESC Cadeião, em duas sessões: 15h e 17h
Dia 21 de fevereiro, na Vila Triolé, às 19h (R. Etienne Lenoir, 155)
Dia 22 de fevereiro, na Vila Triolé em duas sessões: 16h e 19h
Projeto patrocinado pela Secretaria Municipal da Cultura, por meio do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura).