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De K-pop a dorama: como a cultura coreana conquistou os brasileiros

Redação Bonde com assessoria de imprensa
25 ago 2021 às 14:27
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Segundo pesquisa realizada pela Fundação Coreana para Intercâmbio Cultural Internacional, após o início da pandemia da Covid-19, o Brasil se tornou o terceiro país no ranking mundial que mais consome músicas do gênero K-pop e filmes, séries e livros de drama coreano – os famosos doramas que se popularizaram entre os jovens.

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Na literatura, uma das principais expoentes é a escritora do Rio Grande do Norte, Katherine Laura Leighton. Em novo livro, "Um Coreano em Minha Vida", ela traz curiosidades históricas, culturais e lendas da Coreia do Sul, como a Mitologia do Ceifador.

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A escritora explica que Dorama é a sonorização da palavra drama no idioma Japonês, ou seja, se refere à dramatização de uma história independente do gênero. "No Brasil adotamos a palavra dorama para nos referirmos a todas as produções televisivas de origem do leste asiático, cujas mais apreciadas são as comédias românticas que em geral são mais ingênuas e cheias de cenas fofas que derretem os corações de quem assiste, fantasia e que envolvem os Idols (membros dos grupos de K-pop). Minha decisão de adotar o estilo 'dorama' para meus romances é porque eu me identifico com esse tipo de produção, minhas histórias anteriores também retratam relacionamentos de forma mais leve, com foco no desenvolvimento dos personagens e na doçura do amor e não na sensualidade, então somei os aspectos culturais da Coreia do Sul ao meu estilo. Além disso, essas produções, durante a pandemia, têm conquistado cada vez mais o coração dos brasileiros – sejam jovens ou não!".


A paixão pela cultura sul-coreana surgiu em 2018, quando assistiu o dorama "Jardim de Meteoros". "O primeiro episódio foi confuso para mim a sonoridade do idioma chinês, mas persisti, pois o enredo me chamou a atenção. Aos poucos me acostumei ao som, as expressões e me apaixonei pela série. Após Jardim de Meteoros, comecei a assistir todas as produções asiáticas que encontrava no serviço de streaming, e a cultura coreana foi a que mais me chamou a atenção", explica Katherine.

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Katherine comenta que o "ser diferente” foi sua maior inspiração para criar o livro. "Uma cultura distinta, aparência, dons ou habilidades divergentes. Quando era criança eu sempre fui muito reservada, e gostava de estudar, de ler e isso de certa forma causava estranheza na maioria das outras crianças. Por um tempo eu não me sentia aceita, mas hoje vejo que o problema era mais meu do que delas. Quando eu passei a não me incomodar com meu jeito de ser tudo ficou mais fácil, então quis trazer o que difere como tema do livro. O protagonista da obra, Jae Young, tem uma forma de ver o mundo que acho muito bonita considerando e mostrando respeito a todos, até mesmo a quem lhe feriu".


Chegar até o leitor é um dos desafios de ser escritor no brasil, acredita Katherine. Pois o país ainda lê pouco e convencer o público é desafiador. Para seu trabalho, ela trabalhou um ano na história, desde economia, cultura, religião, os mitos mais famosos, costumes, assistiu dramas com um caderno do lado para anotar tudo que considerava diferente e confirmar depois, nomes e como formar os nomes. Expressões idiomáticas mais comuns, e muitos outros detalhes.


A autora destaca três elementos da cultura sul-coreana que mais chamou atenção para compor o livro: "o respeito que eles dedicam aos mais velhos, e quando digo mais velhos não me refiro apenas aos idosos, e sim a hierarquia. Eles têm nomes e gestos para irmãos – quem é mais velho e mais novo, colegas de trabalho, amigos, família. O quanto eles valorizam a educação, para ter uma ideia eles foram o primeiro país do mundo a disponibilizar todos os livros didáticos digitalmente. Alguns podem me tachar de antiquada, mas gosto dessa forma que eles vem os relacionamentos de conduzir passo a passo, dos gestos mais simples e doces".


Sinopse "Um Coreano em Minha Vida”


Conheça a história do coreano Park Jae Young e da Elleanor uma linda necromante. O casal se conhece ainda na infância e tornaram-se melhores amigos, mas um fato obrigou Jae Young a voltar para a Coreia. Vinte e três anos depois, ele retorna ao Brasil para ajudar seu irmão mais novo. E o reencontro entre ele e Elleanor abre a velha ferida que o atormenta desde que partiu, um sentimento que ele não pretendia despertar, entretanto, ela não está disposta a deixar se perder. Esse é um drama sobre perdas, encontros e desencontros. Será que o verdadeiro amor vai além das fronteiras da morte?


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