O cantor João Gomes se pronunciou sobre as eleições presidenciais de 2026 durante um show em Londrina, na noite do último sábado (17). Diante da cobrança para revelar seu posicionamento político, o artista leu uma carta na qual defendeu pautas como educação, cotas, saúde pública e liberdade de expressão. Ao final, declarou ser “a favor da democracia”.
A apresentação aconteceu no estacionamento do Boulevard Shopping, na Zona Leste, e integrou a turnê "Dominguinho", projeto musical que reúne João Gomes, Jota.pê e Mestrinho. Durante o discurso, o cantor não citou os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Parte do público reagiu à fala com manifestações de apoio a Lula.
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O que João Gomes disse
No início da leitura, João Gomes mencionou as cobranças que vinha recebendo para se posicionar politicamente e afirmou que havia refletido sobre o assunto antes de decidir falar.
“Me questionaram para quem eu estava a favor. Eu pensei, me calei, mas agora posso falar depois de tanto conversar comigo mesmo”, disse o cantor.
Na sequência, o artista falou sobre a importância dos professores e da educação para sua trajetória. Também defendeu as cotas e relatou dificuldades enfrentadas durante a infância, incluindo um episódio em que foi assaltado a caminho da escola.
“Primeiramente sou a favor da educação”, afirmou. Ao abordar as cotas, declarou: “As cotas não são chacotas”, defendendo o respeito às políticas de acesso ao ensino.
O cantor também se manifestou sobre segurança pública, programas de auxílio a pessoas em situação de vulnerabilidade e oportunidades para crianças e jovens. Ao falar de um amigo que precisava trabalhar para ajudar a família, destacou como as dificuldades financeiras podem impedir que estudantes participem de atividades escolares.
Cantor defende SUS e saúde mental
Em outro trecho da carta, João Gomes declarou apoio ao SUS (Sistema Único de Saúde) e à pesquisa científica. Ele também pediu que a saúde mental seja tratada com seriedade e falou sobre a importância do acolhimento de pessoas que enfrentam sofrimento emocional.
O discurso terminou com uma defesa da democracia, da liberdade de expressão e do respeito às diferenças.
“Eu sou a favor, sim, da democracia!”, declarou. Em seguida, o cantor ressaltou a importância do direito ao voto e pediu que os eleitores considerem o futuro das crianças e do país ao escolher seus representantes.