Futebol

Advogado diz que Guerrero não pedirá dispensa da seleção e federação acusa Timão de pressioná-lo

21 ago 2014 às 16:00

Guerrerou voltou atrás e não pedirá para ser dispensado dos amistosos do Peru contra Iraque e Qatar, nos dias 5 e 9 de setembro, em Dubai e Doha, respectivamente. De acordo com seu advogado, Jorge Balbi, o atacante foi mal interpretado.

– Paolo desmente que tenha renunciado à seleção. Ele está em um momento importante com a equipe brasileira, mas defenderá o Peru normalmente – disse Balbi ao diário "El Comercio", do Peru. Na segunda-feira, Guerrero afirmou claramente que pediria dispensa para ajudar o Corinthians, que disputa a liderança do Brasileirão com Cruzeiro e Internacional.


– Como estão as coisas, eu gostaria de ficar aqui. São dois jogos amistosos, temos um novo treinador (o uruguaio Pablo Bengoechea), ele está experimentando novos jogadores. Se tiver a possibilidade de ficar aqui, vou ficar. Quero ajudar o time, estamos passando por uma fase que temos de ganhar todos os jogos para não nos afastarmos do líder. Vamos tentar, vamos ver o que pode sair – afirmou Guerrero.


No dia seguinte, o gerente da Federação Peruana de Futebol (FPF), Antonio García Pye, disse achar estranho o jogador, sempre muito dedicado à seleção, cogitar pedir para ser liberado.
Já nesta quinta-feira, o secretário geral da FPF, Javier Quintana, acusou o Corinthians de pressionar o atacante.


– Sabemos que Guerrero é bastante pressionado pelo clube. Constatamos isso em outras ocasiões. Mas se ele não participa dos amistosos que são data-Fifa, tampouco poderia defender o Corinthians. O regulamento internacional é claro neste sentido – afirmou Quintana, em entrevista à Rádio Ovación, do Peru.

Além de Guerrero, serão desfalques do Timão o zagueiro Gil e o meia Elias, convocados para a Seleção Brasileira, e o meia Lodeiro, para a uruguaia. Eles não atuarão nos jogos contra Bragantino, pela Copa do Brasil, e Criciúma e Atlético-MG, pelo Brasileirão, nos dias 3, 7 e 11, respectivamente.


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