Depois de ter sido contratado no mês passado para assumir o Japão, Javier Aguirre foi oficialmente apresentado como novo técnico da seleção nipônica. E, logo de cara, o mexicano exibiu um discurso otimista ao encarar o desafio à frente do time nacional que realizou campanha decepcionante na Copa de 2014, da qual foi eliminada já primeira fase, com uma campanha de duas derrotas e um empate.
Escolhido como substituto do italiano Alberto Zaccheroni, o treinador destacou que sua filosofia como treinador é a de conseguir fazer o time "correr energicamente, jogar bem e ganhar". Confiante de que poderá realizar um bom trabalho, o comandante também aproveitou para promover a disputa por vagas na equipe nacional.
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Nesta sua primeira entrevista coletiva como técnico da seleção japonesa, Aguirre negou que os jogadores a serem convocados para o amistoso diante do Uruguai, no próximo dia 5 de setembro, em Sapporo, estarão garantidos na disputa da Copa da Ásia, em janeiro, na Austrália, onde os japoneses defenderão a condição de atuais campeões do torneio. "As portas da seleção estão abertas para todos", avisou.
Aguirre levou o México às oitavas de final dos Mundiais de 2002 e 2010, e mais recentemente treinou o Espanyol na temporada passada do futebol europeu, na qual a equipe de Barcelona terminou o Campeonato Espanhol na 14ª posição. Com 55 anos, ele disse nesta segunda-feira que foi procurado por outras seleções e por clubes, mas afirmou ter escolhido o Japão pelo fato de que a Associação de Futebol do Japão (JFA, na sigla em inglês) foi a primeira a contactá-lo depois do Mundial.
O mexicano de 55 anos também destacou que trabalhará para formar um time mais competitivo e garantiu não ver obstáculos para que isso aconteça, nem mesmo a barreira do idioma. "A bola é o importante. É o nosso idioma comum", ressaltou, confiante de que a linguagem do futebol é universal.