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Com goleada

Brasil quebra tabu no Centenarazzo

Thiago Mossini - Folha de Londrina
06 jun 2009 às 21:03
- Wesley Santos/AE
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Se Dunga era só sorriso até ontem, ganhou motivos de sobra para manter a simpatia e o bom-humor. Nem ele, nem o mais otimista dos torcedores brasileiros esperava uma goleada sobre o Uruguai, em Montevidéu, por 4 a 0. O triunfo pôs fim ao tabu de 33 anos sem vitórias brasileiras na capital uruguaia e respondeu à onda tirada pela torcida antes da partida, quando relembraram o Maracanazzo da Copa de 50. A goleada em pleno Estádio Centenário, ou o Centenarazzo, colocou o Brasil no rumo de roubar a primeira posição das Eliminatórias do Paraguai, adversário de quarta-feira, em Recife. Já a Celeste se complicou de vez e vê ma Copa da Africa do Sul ficar cada vez mais distante.

O Brasil soube segurar a pressão inicial do Uruguai e contou com a sorte para ganhar mais tranquilidade. Aos 11 minutos, o lateral Daniel Alves arriscou um chute despretensioso de longe. A bola quicou no gramado e enganou o goleiro Vieira. Um frangaço.

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O gol não abalou os uruguaios que partiram para cima dos brasileiros. Os donos da casa dominavam a posse de bola, criavam as jogadas, mas pecavam no último passe. O Uruguai chegou até a marcar, mas a arbitragem assinalou impedimento de Martinez.

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A competência que faltava aos uruguaios na conclusão sobrou para os brasileiros. Na segunda chance clara que teve, a Seleção ampliou. Aos 35 minutos, Elano cobrou escanteio na pequena área e Juan testou com força, mas Vieira fez milagre. A sobra voltou para Elano, que cruzou novamente na cabeça de Juan. Desta vez o zagueiro da Roma não desperdiçou.

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O Uruguai quase diminuiu aos 38, mas Júlio César salvou o Brasil. Alvaro Pereira invaidu a área e tocou na saída do goleiro brasileiro, que conseguiu resvalar na bola e mandá-la para escanteio.


O técnico uruguaio, Osvaldo Tabarez, resolveu arriscar tudo no segundo tempo. Tirou o volante Pérez e colocou o atacante Sebastian Abreu, o El Loco Abreu, em seu lugar. Pagou o preço pela ousadia. Logo aos 6 minutos o Brasil fez 3 a 0. Em uma jogada de lembrou o gol de Carlos Alberto Torres na final da Copa de 70, Elano tocou para Luís Fabiano na área, que soltou uma bomba indefensável para Vieira, que fez milagre em outros dois chutes de Luís Fabiano, aos 13 e aos 18.

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os 19 o Brasil perdeu o ex-atacante do São Paulo. Ele caiu na área em uma disputa com o goleiro Vieira. O árbitro Saul Lavirne entendeu que ele simulou um pênalti e o deu um cartão amarelo. Como era o segundo, Luís Fabiano foi expulso.


Kaká, que esteve apagado durante quase todo o jogo, apareceu nos momentos finais. Aos 29 minutos ele foi derrubado na área. O novo astro do Real Madrid cobrou o pênalti e fez o quarto gol brasileiro, mandando os 52 mil uruguaios para a casa mais cedo, instituindo o Centenarazzo, numa revanche do Maracanazzo. Júlio César e a trave impediram o gol de honra uruguaio. E Dunga reina no comando da seleção.

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Ficha Técnica:


Uruguai

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Vieira; Maxi Pereira, Valdez, Godin e Cáceres; Perez (Loco Abreu), Eguren, Martinez e Álvaro Pereira; Forlán e Suárez (Cavani). Técnico: Osvaldo Tábarez


Brasil

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Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kléber; Gilberto Silva, Felipe Mello, Elano (Ramirez) e Kaká (Júlio Baptista); Robinho (Josué) e Luís Fabiano. Técnico: Dunga



Árbitro: Saul Lavirne (Fifa-ARG)

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Estádio: Centenário


Gols: Daniel Alves, aos 11, e Juan, aos 35 minutos do 1 tempo; Luís Fabiano, aos 6, Kaká, aos 29 minjtos do 2 tempo


Expulsões: Luís Fabiano e Maxi Pereira

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