Nesta quarta-feira, Corinthians e Palmeiras foram julgados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por conta das cadeiras quebradas pela torcida palmeirense no clássico realizado na Arena Corinthians, válido 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O Verdão foi punido com uma multa de R$ 50 mil reais. Já o Timão foi absolvido das denúncias, ambos de maneira unânime. Após ver o clube ser enquadrado no artigo 213 (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto), a defesa do Palmeiras, com auxílio de imagens, baseou-se na colaboração que o clube deu à Policia Militar.
Segundo o advogado André Sica, o Verdão fez tudo que estava a seu alcance para ajudar na identificação dos vândalos, momentos após os atos de violência.
Como era esperado, o Corinthians foi absolvido das denúncias. De acordo com o Dr. Francisco Pessanha, auditor-relator do caso, o Timão, como clube mandante, foi denunciado por não ter reprimido as ações de vandalismo. Porém, foi entendido pelos auditores que o Alvinegro não tinha o que fazer para evitar os atos de vandalismos.
- Não vejo nenhuma maneira como o Corinthians poderia ter prevenido e oprimido os atos - disse o Dr. Francisco Pessanha.
O advogado do Palmeiras revelou que o clube ainda pensa em recorrer ao resultado do julgamento. Segundo André Sica, não ter perdido mandos de campo foi algo importante para o Verdão.
- Vamos ainda analisar junto com a diretoria e o corpo jurídico do clube. Mas não ter perdido o mando de campo e não prejudicar a parte desportiva do Palmeiras foi importante - disse André.