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Apesar da eliminação

Diretoria palmeirense banca permanência de Luxemburgo

Agência Estado
17 jun 2009 às 23:46
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Assim que Vanderlei Luxemburgo encerrou sua entrevista coletiva no vestiário do Estádio Centenário, nesta quarta-feira, após a eliminação na Copa Libertadores, o assessor de imprensa do Palmeiras avisou que o vice-presidente Gilberto Cipullo tinha um pronunciamento a fazer. E ele falou exatamente o que todos esperavam. "Não há a menor chance de mudarmos o comando técnico neste momento."
A novidade foi a discussão que o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo havia tido com membros da Mancha Alviverde poucos minutos antes, na arquibancada do estádio em Montevidéu. Diante da pressão de torcedores que exigiam a saída de Luxemburgo, Belluzzo, um senhor de 66 anos acostumado a falar baixo, berrava: "O Vanderlei não vai sair! Não vai!"

Aos jornalistas, Belluzzo manteve a postura firme: "Já enfrentei a ditadura militar, já enfrentei soldado, e não vou correr de meia dúzia de moleques! Não admito que ninguém venha exigir isso ou aquilo. O Palmeiras tem um corpo diretivo eleito pelo Conselho e as decisões não são tomadas em meio à pressão de ninguém."

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Luxemburgo se disse feliz pelo apoio da diretoria, mas novamente triste com os protestos. "É lamentável que, antes do jogo, eu seja recebido com gritos de 'mercenário' pela Mancha Alviverde. Em vez de apoiarem o time, como fez a TUP, eles da Mancha jogam contra. Mas eu não posso me abalar com isso. São 11 mil membros dessa torcida direcionada contra uma massa de 15 milhões de palmeirenses espalhados pelo Brasil."

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O treinador palmeirense voltou a dizer que espera ter seu vínculo estendido de dezembro deste ano até julho de 2010. "Temos um projeto que pode dar certo para a Libertadores do ano que vem." Luxemburgo afirmou que teve "uma porção de propostas de fora" no começo do ano, mas que preferiu ficar no Palmeiras justamente "por causa do projeto" do clube.


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