A identificação do atacante Fred com o Fluminense é enorme. Desde 2009 no clube, o atleta foi envolvido em polêmicas diversas, mas também marcou muitos gols e se destacou. O camisa 9 é hoje um dos raros casos de forte personalidade no mundo do futebol contemporâneo.
Referência de liderança, é daqueles jogadores que ou você ama, ou odeia. Divide opiniões, mas não deixa de falar o que pensa. Ele costuma assumir as responsabilidades que lhe são impostas. Não à toa, é o escolhido para capitanear o Tricolor.
– Fred é um líder. Tem grande influência sobre o grupo e um comportamento profissional. Era importantíssimo no período antes da Copa do Mundo e segue fundamental agora. Felizmente fez dois gols contra o Sport, que ajudarão a recuperar a confiança – disse Cristovão Borges.
Neste ano, Fred, após ter o carro cercado por torcedores organizados na saída de um treinamento, nas Laranjeiras, não ficou calado e se posicionou publicamente de maneira contrária a esse tipo de torcedor, por considerá-los violentos e criminosos. Atitude esta que levou a diretoria do clube a cortar qualquer tipo de benefício para as facções.
O resultado imediato é que Fred dividiu a arquibancada do Fluminense entre os torcedores comuns, que o apoiam, e as facções. Por mais de uma vez o jogador até disse que os organizados não são torcedores de verdade. Comete uma generalização, mas sabe o preço que paga por isso: jamais voltará a ser uma grande unanimidade.
– Existe uma cultura aqui que diz que se o jogador não está bem, pode ser pressionado, levar dedo na cara, ser ameaçado. Isso não existe. Está chateado? Venha ao estádio e vaie, não comemore, reclame. Mas não concordo com violência e brigarei um milhão de vezes se necessário contra isso. Não vou esperar morrer alguém para agir – disse Fred.