Imerso numa crise financeira sem precedentes, o Botafogo tenta começar a pagar suas dívidas o mais rápido possível, para evitar possíveis sanções e perdas de jogadores no meio do Campeonato Brasileiro. E o presidente Mauricio Assumpção afirmou que, se o clube fosse uma empresa, já teria fechado as portas.
- O número é alto, uma empresa já teria fechado as portas. Mas é a realidade de números do Botafogo e de outros clubes. Está se tornando cada vez mais impagável - disse o mandatário alvinegro, no programa "Bola da Vez", da ESPN Brasil.
Assumpção também deu a sua versão para o aumento da dívida do clube durante a sua gestão. Hoje, o clube de General Severiano deve aproximadamente R$ 700 milhões.
- Quando cheguei, recebi o clube com R$ 200 milhões. Fiz a atualização nos balanços que é sugerida, mas nem todos os clubes fizeram. De R$ 233 vai para R$ 270 milhões. Claro que para R$ 700 milhões vai uma diferença grande. Dessa diferença, R$ 95 milhões são empréstimos para girar o fluxo de caixa. Chegamos ao clube com 4 meses de dívidas com jogadores e funcionários, um caixa deficitário. Então precisamos fazer os empréstimos. R$ 140 milhões foram de investimentos, compras de direitos econômicos, investimento de jogadores para a base, cestas de jogadores que se vende para investidores. É um cálculo de R$ 146 milhões. Tem um número de R$ 120 milhões que são de dívidas realmente. Mas no mesmo período essa gestão pagou R$ 107 milhões de dívidas passadas - ponderou.