Futebol

Meia do Corinthians diz que '15 dias infernais' serviram de aprendizado

03 out 2014 às 14:28

Petros ficou no olho do furacão após a suposta agressão ao árbitro Raphael Claus e julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que o condenou a seis meses longe dos gramados. Liberado pelo Pleno, em segunda instância, o jogador voltou a atuar pelo Corinthians e...a falar sobre o assunto. Na manhã desta sexta-feira, o camisa 40 brincou em algumas respostas na sala de imprensa do CT, mas também falou sério sobre o assunto que, segundo ele, mexeu com seu ambiente e bom humor.

- Já passou, foi uma barreira grande na minha vida, serviu para me fortalecer e ver com quem pode contar. Serviu de aprendizado, de reflexão e vai me ajudar bastante na carreira. Futebol tem muitos amigos, mas quando se está bem, é bom saber quem pode contar em todos os momentos. Foi um aprendizado porque é ruim estar ligado a uma situação ruim, por muito tempo eu fiquei ligado a uma suposta agressão, ao esbarrão no juíz. Foram 15 dias infernais, precisei me conter bastante e refletir - afirmou.


- Posso garantir que nunca mais vai acontecer. Foi um acontecimento já superado. É uma coisa simples, aqui (sala de entrevistas) temos 50 pessoas, e quem nunca passou por um problema? Seria injusto comigo carregar rótulo por acontecimento passado, já que eu não sou de polêmica, e sempre fui muito sincero com todos. Eu aprendi muitas coisas e hoje sei em quem posso confiar. Aprendi a estar ligado sempre aos fatos bons, como convocação, gols, números de desarmes, apelidos de torcida, e não por essas coisas que marcam um jogador negativamente. E confiar é uma questão familiar, eles são importantes. No futebol você faz muitos amigos que só aparecem na hora que está tudo bem - completou o jogador.


Petros voltou a dizer que não quis agredir Raphael Claus, além de sepultar o assunto.


- De maneira alguma eu tive uma ação premeditada. Imagina se um jogador vai a um clássico de magnitude de Santos e Corinthians pensando em bater no árbitro. É um caso que não vai se repetir - afirmou.


- Daqui a pouco vem alguém e faz outra m...e todo mundo esquece - completou, gargalhando.


Por fim, Petros garantiu não se preocupar com um possível corporativismo da arbitragem contra si.

- Converso bastante com os árbitros e sempre de maneira educada. Vejo que estou sendo tratado com respeito também, não existe problema. Sou o jogador que mais sofro falta na competição, e tenho uma média de 1,3 por jogo. Não há um corporativismo contra mim - finalizou.


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