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Ivan Storti/Santos FC
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Campeonato Brasileiro

Santos supera Corinthians de Carille e tem 3ª melhor defesa do returno

19 nov 2021 às 09:09
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A defesa era um dos pontos de maiores queixas do torcedor do Santos na temporada. Com tantas mudanças por causa de transferências e lesões, o time alvinegro não conseguia lidar com a vulnerabilidade na retaguarda e viveu momentos de sufoco no Campeonato Brasileiro.

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No entanto, desde que o técnico Fabio Carille assumiu o comando, essa situação se inverteu e superou mais um estágio na quarta-feira (17), na vitória sobre a Chapecoense por 2 a 0 na Vila Belmiro.


O Santos tem, agora, a terceira melhor defesa do segundo turno, atrás apenas de Atlético-MG (8) e Flamengo (10). O time alvinegro sofreu 11 gols em 14 partidas e, com esse retrospecto, iniciou uma arrancada que o credencia para escapar de um inédito rebaixamento. O setor passou por alguns ajustes desde a chegada do novo comandante e parece ter encontrado uma fórmula de sucesso.


Esse modelo de jogo não é novidade para Carille, conhecido por ser um especialista no ajuste defensivo. O treinador ganhou notoriedade a partir de 2017, quando levou o Corinthians ao título brasileiro e ao tricampeonato do Paulista.

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Em seu primeiro ano no comando do Corinthians, faturou o troféu com apenas 30 gols sofridos em 38 jogos (média de 0,789). Em 2019, ele foi demitido antes do fim da competição, mas o rendimento do setor defensivo voltou a se destacar, com 34 gols sofridos. A média dele pelo Santos no Brasileiro é de 0,78 gol sofrido por jogo.


No segundo turno, o Santos só levou gol em cinco das 14 partidas. Eles aconteceram nas derrotas para Atlético-MG (3 a 1), Juventude (3 a 0), Palmeiras (2 a 0) e América-MG (2 a 0) e no empate com o São Paulo (1 a 1). São 20 pontos somados que o colocam com a nona melhor campanha na segunda metade do Brasileiro.


A defesa do Santos não foi vazada em cinco dos últimos seis jogos. Isso aconteceu nos triunfos sobre Chapecoense (2 a 0), Red Bull Bragantino (2 a 0), Athletico-PR (1 a 0) e Fluminense (2 a 0) e no empate com o Atlético-GO (0 a 0). Nesta sequência, o time de Carille só sofreu gol na derrota para o Palmeiras por 2 a 0 na Vila Belmiro.


Carille demorou para encontrar a formação ideal. Desde sua terceira partida, implementou um sistema com três zagueiros. Por causa da pouca criatividade no ataque, tentou mudar em um jogo contra o América-MG. Mas não deu certo: o Santos levou 2 a 0 dentro da Vila Belmiro.


Retomou sua ideia original e fortaleceu o meio-campo dando a Vinícius Zanocelo a tarefa de ser um jogador combativo e que também ajudasse o ataque. Colocou velocidade nas alas, com as entradas de Madson e Lucas Braga, e tratou de transformar o Santos, que tradicionalmente se orgulha de seu DNA ofensivo, em uma equipe brigadora. Na zaga, aproveitou bem os retornos de lesão de Luiz Felipe e Kaiky, que logo se tornaram destaque do time.


Antes que isso acontecesse, o Santos passou por momentos para esquecer em sua defesa. Começou a temporada sem Lucas Veríssimo, vendido para o Benfica. Posteriormente, perdeu Luan Peres para o Olympique de Marselha e viu Luiz Felipe e Kaiky se machucarem. Eles ficaram fora por quase três meses.
Enquanto isso, os treinadores tiveram que montar a equipe em cima de novatos como Wagner Leonardo, Danilo Boza e Robson Reis, além do recém-contratado Emiliano Velázquez.


Os problemas de lesão não pararam aí. Madson e Camacho foram outros atletas que integraram um inchado departamento médico, que já tinha jogadores importantes como os volantes Sandry e Jobson.


Para a próxima rodada, os médicos santistas voltam a ter importância para definir a escalação que entrará em campo para o clássico com o Corinthians, no domingo (21), na Neo Química Arena. Isso porque Marinho deixou o campo na vitória sobre a Chapecoense com uma lesão muscular. E Carille afirmou que já não conta com seu camisa 11 para o duelo na capital.


Com a vitória sobre a Chape, o Santos chegou ao 11º lugar, com 42 pontos. O time alvinegro tem seis pontos de vantagem sobre o Bahia, que é o primeiro da zona de rebaixamento. Depois de encarar o Corinthians, o clube de Carille ainda vai jogar contra Fortaleza e Cuiabá, ambas as partidas na Vila Belmiro, e Internacional e Flamengo, já fora de casa.

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