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Parcela dívida em 5 anos

São Paulo rescinde contrato de Daniel Alves

Eder Traskini e Ricardo Perrone - Folhapress
17 set 2021 às 08:43
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O São Paulo conseguiu um acordo e rescindiu o contrato de Daniel Alves. As conversas já estavam bastante adiantadas desde quarta-feira (15), e havia um aprovação apalavrada entre as partes. Nesta quinta (16), com detalhes burocráticos resolvidos, houve a assinatura da rescisão contratual.

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O Tricolor paulista vai pagar cerca de R$ 15 milhões que deve ao jogador a partir do ano que vem parcelados em cinco anos. Agora, o lateral-direito da seleção brasileira está livre no mercado e pode se transferir e atuar por outra equipe neste Brasileirão, já que fez apenas seis jogos com a camisa do Tricolor paulista no torneio - número limite para trocar de clube. No entanto, o período para inscrição de atletas se encerra no dia 24 de setembro.


Relembre os fatos


Depois de diversos episódios que geraram desgaste entre as partes, a ruptura definitiva na relação ocorreu na última semana, quando Alves decidiu não se reapresentar ao São Paulo após período com a seleção brasileira e irritou o clube ao "mandar recado" via seu estafe de que não jogaria mais enquanto houvesse dívida do clube com ele.

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O Tricolor paulista foi avisado da ausência do lateral na noite anterior à reapresentação e ficou horas em reunião para decidir o próximo passo. Uma nova conversa na manhã seguinte selou o fim da relação e resultou no pronunciamento oficial da direção para esclarecer que o atleta não jogaria mais pelo São Paulo e já não estava mais disponível para o técnico Hernán Crespo.


A dívida do São Paulo com o atleta está na casa dos R$ 15 milhões, além de R$ 3 milhões para quem intermediou o negócio. O Tricolor tentou por diversas vezes negociar uma forma de pagar o montante devido ao lateral sem que houvesse rompimento da relação, mas não houve acordo. A ideia do São Paulo era parcelar a dívida e pagar os valores a partir do ano que vem, diante da situação financeira delicada vivida pelo clube no momento.


Apresentado de forma apoteótica com a camisa 10 em um Morumbi lotado, Daniel Alves chegou ao clube com salário em cerca de R$ 1,5 milhão e a antiga diretoria são-paulina afirmava ter parceiros comerciais que ajudariam a bancar os valores exorbitantes do negócio. Meses depois, no entanto, nada foi fechado e o Tricolor paulista se viu sozinho para arcar com o montante.


O jogador acumulou atritos com torcida e direção durante sua passagem de dois anos. Chegou a rejeitar um plano de marketing oferecido pelo clube e, no fim das conversas, mandou recado via seus empresários ao invés de falar diretamente com os dirigentes.


O lateral-direito foi alvo de críticas do torcedor principalmente quando optou por aceitar o convite do técnico André Jardine para disputar as Olimpíadas de Tóquio-2020 como um dos jogadores acima dos 23 anos da seleção brasileira. Com problemas no Brasileirão e frequentando até a zona do rebaixamento, parte da torcida frisou que Dani Alves estava abandonando o São Paulo.


A decisão foi apoiada pela diretoria do clube, que se viu sem poder para vetar a ida do jogador diante da grande dívida salarial com ele. Depois da conquista do ouro nos Jogos Olímpicos, o lateral-direito desabafou ao dizer que "o São Paulo falhou com ele" e que "ele não falhava com o São Paulo".


A frase caiu como uma bomba nos corredores do Morumbi às vésperas de um São Paulo e Palmeiras decisivo pelas quartas de final da Copa Libertadores. Dani Alves foi para o jogo, mas não conseguiu ajudar o Tricolor paulista, que acabou eliminado pelo rival na competição sul-americana.


Sem Dani Alves, o São Paulo tem Igor Vinicius e Orejuela como laterais de origem para a posição. O paraguaio Galeano também pode jogar na função e já foi escolhido por Hernán Crespo quando o argentino quer dar mais poderio ofensivo ao time.

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