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É preciso cuidado com a alimentação na infância

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33

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A falta de atenção com a alimentação das crianças pode trazer problemas sérios de saúde que persistem durante toda a vida. Segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan/PR), os índices de obesidade infantil vêm crescendo em todo o Estado. Em 2003, 4,1% das crianças, com idade até cinco anos e atendidas pela saúde pública, estavam obesas. Em 2006, os casos subiram para 4,7% se estabilizando nesse percentual.

A adequação da altura e do peso das crianças é observada pela rede pública de saúde. O acompanhamento ocorre através do "cartão da criança". De acordo com o cardiologista André Ribeiro Langoswski, o aumento nos casos ocorre por dois motivos: dieta inadequada – com alto teor de sal, gorduras saturadas e colesterol – e inatividade física.

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Os dados também apontam que, nos últimos anos, ao contrário da obesidade, os casos de baixo peso registraram queda acentuada. De 7%, em 2003, para 4,2% em 2007.


A técnica nutricionista da superintendência de políticas e atenção primária em saúde (SPP) da Secretaria de Estado de Saúde, Adriane Leandro, explica que crianças com baixo peso são normalmente associadas à desnutrição. Entretanto, obesos também podem ter falta de nutrientes. "A aparência física não significa necessariamente que a pessoa está bem nutrida. O erro pode estar tanto na quantidade quanto na qualidade dos produtos consumidos" avalia.


A identificação dos sintomas de desnutrição em crianças pode ser notada em pequenos sinais, como unhas fracas e queda ou mudança na coloração do cabelo. A confirmação é feita através de exames clínicos. A obesidade também pode estar ligada a doenças como diabete, hipertensão, riscos cardiovasculares, distúrbios psicológicos, distúrbios alimentares e baixa auto-estima. O indivíduo obeso também é estigmatizado e sofrem discriminação social.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 20% das crianças brasileiras sejam obesas e que cerca de 32% da população adulta apresentem algum grau de excesso de peso. Langowiski alerta que crianças obesas tem mais chances de tornarem-se adultos obesos porque "o organismo está acostumado àquele ritmo". Segundo ele, a obesidade na infância contribui principalmente para o aparecimento precoce de hipertensão e de doença coronariana. "Cada vez mais existem registros de jovens de 28 e 30 anos tendo infarto ou morte súbita", destaca.


A Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN), de 1989, registra 66% de prevalência de obesidade em brasileiros com mais de 18 anos de idade. Nos Estados Unidos, a taxa é de 89%, com idade entre 20 e 64 anos.


O diagnóstico de obesidade em adultos é calculado por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O calculo é a divisão do peso do paciente em quilograma (Kg) por sua altura em metros elevada ao quadrado. O resultado caracteriza o estágio da doença. Enquanto que em crianças a avaliação da massa corporal é feita através de gráficos que relacionam idade, peso e altura. O IMC não é indicado nessa faixa etária devido às rápidas alterações corporais decorrentes do crescimento.


Dicas para melhorar a alimentação infantil


- Procure oferecer alimentos de diferentes grupos, distribuindo-os em pelo menos três refeições e dois lanches por dia.


- Inclua diariamente alimentos como cereais (arroz, milho), tubérculos (batatas), raízes (mandioca/macaxeira/aipim), pães e massas, distribuindo esses alimentos nas refeições e lanches do seu filho ao longo do dia.


- Procure oferecer diariamente legumes e verduras como parte das refeições da criança. As frutas podem ser distribuídas nas refeições, sobremesas e lanches.


- Ofereça feijão com arroz todos os dias, ou no mínimo cinco vezes por semana.


- Ofereça diariamente leite e derivados, como queijo e iogurte, nos lanches, e carnes, aves, peixes ou ovos na refeição principal de seu filho.


- Alimentos gordurosos (frituras) devem ser evitados. Prefira alimentos assados, grelhados ou cozidos.


- Evite oferecer refrigerantes e sucos industrializados, balas, bombons, biscoitos doces e recheados, salgadinhos e outras guloseimas no dia a dia.


- Diminua a quantidade de sal na comida.


- Estimule a criança a beber bastante água e sucos naturais de frutas durante o dia, de preferência nos intervalos das refeições, para manter a hidratação e a saúde do corpo.

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- Incentive a criança a ser ativa e evite que ela passe muitas horas assistindo TV, jogando videogame ou brincando no computador. (Das agências)


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