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Cursos clássicos

'Ultraespecialização é ruim'

Emerson Dias/Especial para a Folha
06 set 2010 às 13:06
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Pode parecer surpreendente, mas alguns especialistas e analistas do mercado de trabalho sugerem os cursos clássicos como a melhor opção para aqueles jovens que ainda não sabem qual carreira seguir.

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Optar por Medicina, Direito, Engenharia e até o tão batido curso de Administração pode significar menos transtornos e arrependimentos no futuro.

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Quem garante isso é o consultor empresarial e professor Wellington Moreira, depois de acompanhar inúmeros casos de frustração e recomeço de diversos profissionais com formação superior. ‘A ultraespecialização é ruim. Não estou menosprezando cursos de ponta, mas reforçando que muitos jovens escolhem formação restrita e depois terão limitações no mercado de trabalho’, explicou.


Para o especialista, cursos tradicionais ou que abrangem grandes áreas são ideais para os indecisos. Entre as Ciências Biológicas, o melhor exemplo talvez seja o curso de Medicina, onde primeiro o universitário navega por inúmeras disciplinas para depois se especializar em algo (Ortopedia, Geriatria, Pediatria, Cardiologia, etc.). Na área de Humanas, o curso de Ciências Sociais é outro bom exemplo: o aluno envereda por temáticas abrangentes para depois seguir rumo pela Antropologia, Ciência Política, Sociologia ou ainda mais específicos como a Etnografia, por exemplo.

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Moreira destaca novas profissões – Tecnologia da Informação, Desenvolvimento de Games e Pedagogia Empresarial, entre outras – como ótimas oportunidades do momento, mas reforça que é preciso se identificar com o trabalho.


‘É um erro buscar a especialização muito cedo. Fazer Administração, por exemplo, é uma chance de errar menos quando não se sabe o que quer, já que o curso dá uma visão ampla do funcionamento de uma empresa e mostra inúmeros setores onde é possível atuar’, sugeriu o consultor.

Escolhida a profissão com que mais se identifica, o estudante precisa buscar experiência o quanto antes para confirmar se a opção foi acertada e também para adiantarse na acirradíssima competição profissional de hoje. ‘Recomendo o formando se envolver e participar o máximo possível dos projetos e trabalhos muito antes do término da faculdade. Não espere o final do curso, pois a competição do capital humano não se dá não pelo conhecimento qualificado, mas pelas atitudes demonstradas’, detalhou José Carlos Silva Damasceno, também consultor e especialista em Remuneração.


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