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- Fábio Teódulo/Divulgação
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Couve-flor gratinada

"Apetitando"

Chef Taico
15 mar 2018 às 10:29
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Não era fácil.
Em tempos de boiadas pesadas, a carne era abundante e a conta era de muitos bifes por cabeça.
Nos sítios e chácaras colonizados por japoneses as hortas eram enormes e variadas. Longe de serem "hortas de couve" ou de quiabos, os longos canteiros bem aprumados e adubados exibiam variedades às quais não estávamos muito acostumados.
Numa passeada pelos vãos de cascalho batido, entre hastes de bambu, coberturas de folhas, e montes de estercos podíamos nos deparar com enormes cabeças de repolho, couve-flor, acelga, brócolis, nabos, cenouras, etc.
Na Avenida Higienópolis, abaixo da Alagoas, a feira descia até a Igrejinha.
Barracas eram montadas e tudo o que era produzido no rico solo vermelho por ali era ofertado.
Tudo isto bem na porta da minha casa.
A cesta de palha trançada vinha cheia de legumes e verduras, isso fazia meu pai suar um pouco logo cedo no domingo: refeições coloridas pra toda a semana.
A molecada era muito carnívora.
O grande trabalho das nossas matriarcas era nos convencer a comer aquelas folhas, flores e frutos.
Do Divino "DOM" da culinária vinha uma sabedoria que fazia minha avó dizer: "cozinhar é ponto filhinho".
E no "timing" correto ia "Apetitando" tudo, transformando e saborizando, com texturas exatas e aparências provocantes.
E ali na mesa eu exclamava : "Que delícia, couve-flor gratinada".

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