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- Fábio Teódulo/Divulgação
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Bistequinha de porco

Bem caipira

Chef Taico
21 mar 2018 às 09:17
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Fomos criamos por aqui.
Os pés descalços muitas vezes ficaram cobertos de barro ou poeira vermelha. O vigor da boa terra cresceu os brotos humanos fazendo com que se formassem raízes invisíveis, porém sensíveis e eternas.
A pujança da região nos proporcionou muito conhecimento, adquirimos culturas diversas com nossos vizinhos e buscamos muito mais nas escolas, viagens, universidades, e por todo o mundo.
Como verdadeiros camaleões nos adaptamos muito bem às mais diversas situações, fruto da diversidade e incrível dinâmica que sempre fizeram parte de nossas vidas.
Assim, estando por aqui ou por ali temos a nossa forte identidade.
O céu de extremo azul ficava facilmente carregado por densas nuvens e chovia com fartura: o cheiro da terra úmida, o arvoredo brilhando molhado, as minas e os corgos enchendo, a planta brotando, o passaredo banhando nas poças, e novamente raios de sol bem quente fazendo um mormaço que enche tudo de nova vida.
Na casa simples, o assoalho estalava enquanto eu andava até a cozinha.
A mesa de madeira marcada pelos sinais de intenso trabalho diário tem gavetas nas laterais de onde saem os pratos e talheres.
Uma boa abanada no fogão fazia o braseiro avivar aquecendo bem a chapa e sobre a chapa a panela de ferro preta.
"CHiiiiiiiiiii", a carne frigindo na banha fazia o cheiro do alho, cebola, ervas e limão encher o recinto.
Sentado na cadeira torneada eu aguardava: o prato vinha pronto.
Bistequinhas de porco douradas com farofa de ovo, por cima muito cheiro verde picadinho.
Tanto o mormaço pós chuva como o cheiro da bistequinha ainda hoje me fazem muito feliz. Tenho alma e pés vermelhos de pó, sou bem caipira.

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