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Medalhão de Filé Mignon

Coisa Fina

Chef Taico
26 abr 2018 às 20:13
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Um boi é um animal de grande porte.
Naqueles tempos de grande fartura era normal que estes animais chegassem a 600 kg, rendendo uns 350 kg de carne.
Nessa enorme quantidade de carne mãos habilidosas retiravam cuidadosamente aquele pedaço que reinava soberano entre os demais; O filé mignon.
Lembrando que nesta época ainda não tínhamos descoberto a picanha, que fazia parte da alcatra nem a prime rib, ancho, chourizo, ojo de bife, tudo isto era simplesmente o contra filé.
Voltando ao "VIP" da época, sua nobreza não vinha apenas da sua pequena quantidade, dois filés que pesavam uns 2,5 kg cada em meio a tantos outros cortes mais pesados e fartos, mas também da sua consistência muito macia, sem gorduras externas e formato tubular que os franceses cortaram e nomearam em: Tornedós, Chateaubriand, Rôti do boeuf e Escalopes.
Todos estes cortes apareciam nos cardápios dos melhores restaurantes locais, com uma grande variedade de nomes: Oswaldo Aranha, Chateaubriand, A cubana, Suíço, Parmegiana, e o Medalhão, um tornedó enrolado com bacon, entre outros. E os preços equivaliam à fama.
No convite de casamento constava no envelope; "Sylvio Rodrigues Alves e Família", escrito manualmente com caligrafia desenhada.
A família ocupava a mesa, os sapatos ardiam os pés, a camisa fechada até o colarinho incomodava, mas as vestimentas tinham que combinar com as cadeiras encapadas de branco, talheres como recomendava Catarina de Médicis e todos os demais enfeites.
Na mesa um pequeno "Menu".
Estiquei meu braço entre taças e talheres, alcancei e li vagarosamente todas as opções. Cutuquei meu irmão e falei baixinho.
Vai ter medalhão de filé mignon: coisa fina.

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