Flávio Moura

Como Anda a "Saúde" da Sua Empresa?

28 mar 2012 às 10:44

Atualmente, devido à agitação, ao stress, à cobrança diária e ao descuido com a qualidade de vida no trabalho e na esfera pessoal, a incidência de doenças tem crescido de forma assustadora, surpreendendo principalmente aqueles que não se cuidam. O problema é que, em muitos casos, a situação já é critica quando os primeiros sintomas são diagnosticados, tornando o tratamento mais complexo e dificultando o processo de recuperação.

Com o objetivo de se anteciparem às enfermidades, detectando de modo precoce alterações no funcionamento do organismo, muitas pessoas passaram a realizar o check-up preventivo. Esse tipo de exame nada mais é do que uma avaliação dos pontos vulneráveis do organismo, de modo a identificar possíveis problemas antes que se manifestem. Ao fazerem isso, os médicos não avaliam simplesmente a situação atual, mas também orientam a respeito do que pode ser feito para se prevenirem.


Nas organizações ocorre uma situação parecida, ou seja, muitas empresas também procuram ajuda de especialistas quando percebem que algo de errado pode estar acontecendo. Em alguns casos, ao realizar uma análise minuciosa da organização percebe-se que os problemas vêm ocorrendo há algum tempo e estavam sendo mascarados pelos resultados até então obtidos e que a princípio pareciam ser positivos.


Tenho presenciado casos tão críticos que quaisquer intervenções tornam-se inúteis, visto a gravidade da situação. Por outro lado, existem empresas que mesmo obtendo bons resultados procuram avaliar constantemente suas forças, fraquezas, ameaças e oportunidades. Fazem isso com o intuito de se manterem sempre "saudáveis", sabendo inclusive quanto de esforço podem e devem exigir.


No mundo corporativo chamamos essa avaliação de diagnóstico organizacional, instrumento que busca apresentar uma visão global e dinâmica da empresa ou de uma determinada área, fornecendo informações para que o processo de tomada de decisão seja mais seguro, de forma a influenciar diretamente o desempenho da organização.


O médico não impõe, ele esclarece ao paciente a importância de seguir a risca o tratamento. Nas organizações, são os empresários aqueles que devem decidir prosseguir ou não com as mudanças necessárias, mas é papel do consultor externo ser persuasivo o suficiente para auxiliar esses executivos a tomarem a decisão certa, tendo em vista a importância da transformação e suas consequências.


Durante a elaboração de um diagnóstico organizacional, as informações e análises realizadas pelo consultor podem levantar problemas até então desconhecidos, bem como determinar suas causas e a solução mais adequada. Por meio desse processo é possível avaliar o potencial de crescimento, a realidade da cultura organizacional e os prováveis conflitos e desequilíbrios na gestão, contribuindo assim, para um melhor direcionamento da organização.


Portanto, não deixe para procurar ajuda muito tarde. Aproveite para tomar ações enquanto existe saúde e disposição para isso, já que a prevenção é menos dolorida que certos tratamentos.


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