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O Controle Emocional Sob Pressão

Wellington Moreira
23 out 2012 às 11:35
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Acompanhando as Olimpíadas nos últimos dias tivemos a grata surpresa de conhecer mais de perto atletas como Arthur Zanetti, Sarah Menezes e Yane Marques, bem como o sentimento de frustração por causa do desempenho pífio de alguns esportistas nos quais depositávamos grandes expectativas de medalha.

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Não podemos esquecer que os atletas de outros países também se prepararam muito bem e nosso ufanismo em relação a conquistas obtidas nas competições preparatórias talvez nos tenha deixado novamente empolgados demais com os resultados que viriam de Londres. Só uma coisa não mudou: a falta de controle emocional na hora H foi decisiva para o baixo rendimento apresentado por alguns deles. E não estou conjecturando.

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Se você prestou atenção às entrevistas de atletas e treinadores brasileiros de diferentes esportes após maus resultados – especialmente das modalidades individuais – pôde ver que as explicações dão conta de que muitos deles estavam bem preparados tecnicamente, mas não conseguiram domar a ansiedade justamente no momento de fazerem valer os anos de treinamento intenso.


O pior é que o desequilíbrio emocional já é um tormento há vários anos para alguns atletas, como o ginasta Diego Hypólito que mais uma vez sofreu uma queda durante a sua apresentação no solo e foi eliminado precocemente. "Falhei de novo, caí de novo, decepcionei de novo. Caí de cara em mais uma Olimpíada. Não sei o que acontece comigo", disse com sinceridade ímpar. "Tantas pessoas me deram apoio e cheguei aqui e caí, mais uma vez de cara. Não errei por falta de incentivo, não errei por falta de investimento, não errei por falta de nada. Errei porque errei. Amarelei!"


Enquanto isto o jamaicano Usain Bolt assombrava as pistas com recordes, irreverência e uma autoconfiança que beira a irresponsabilidade. Só não podemos esquecer que, por detrás da figura caricata e brincalhona deste velocista há alguém que treina muito e, acima de tudo, encontra-se preparado mentalmente para vencer.

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Não basta saber lutar, nadar ou saltar bem. O controle emocional é decisivo quando o atleta está diante de adversários competentes e sabe que milésimos de segundo a menos ou uma jogada diferente a mais colocarão – ou não – o seu nome na história do país e o mesmo acontece nas diferentes esferas do nosso dia a dia.


O aluno que estudou o ano todo para uma prova de concurso muitas vezes é vencido pela falta de sangue-frio que o leva a errar questões fáceis ou a não administrar bem o tempo disponível para o exame. E as pessoas que possuem currículos invejáveis, mas que passam o maior vexame nas entrevistas de emprego por causa da dificuldade de lidarem com as suas emoções? E não menos importante é o pavor que sentem aqueles que precisam fazer uma apresentação dos resultados para a diretoria da companhia.


Ainda bem que o contrário também é corriqueiro. Se você é um analista ainda sem muito tempo de empresa, contudo já reconhecido pela capacidade de transmitir segurança frente às mais diferentes situações é bem provável que seja promovido a um cargo superior mais cedo ou tarde exatamente por causa disto.


Muitas vezes o profissional possui alta competência técnica e bem no momento em que precisa defendê-la não consegue domar os nervos. Deixa de contar até dez e estoura com o chefe ingenuamente, retrai-se naquela reunião em que deveria expor suas ideias ou então entrega resultados medíocres por causa do medo de vencer.


Saber atuar quando pressionado não é apenas uma competência a ser buscada. Dependendo do trabalho que você desempenha esta será a diferença entre vencer ou perder e isto vale tanto para atletas olímpicos quanto para cada um de nós.


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