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Falta de imunização completa

Casos de Covid-19 voltam a crescer em Londrina

Pedro Marconi - Grupo Folha
10 set 2021 às 10:33
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Após apresentar queda nos números de casos de Covid-19, Londrina voltou a ter um crescimento considerável nas positivações da doença. Segundo o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, a pasta observou uma tendência de aumento de casos nas quatro últimas semanas. Levantamento feito pela reportagem mostra que o município chegou a ficar um período com menos de mil confirmações semanais. Entre os dias 2 e 8 de agosto, por exemplo, foram apenas 530 casos em sete dias.

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Duas semanas depois este panorama mudou, passando, novamente, dos mil casos num intervalo de sete dias. Na última semana, de 30 de agosto a 5 de setembro, foram 1.645 positivações. “Iniciamos o mês de agosto de forma bastante tranquila em relação ao número de casos e índice de transmissibilidade. Talvez isso foi interpretado pelas pessoas de maneira equivocada, de que a pandemia poderia ter acabado naquele momento. É evidente que isso não aconteceu”, advertiu Machado. 

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REFLEXO NOS HOSPITAIS 


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O reflexo da aceleração da contaminação pelo vírus pode ser visto nos hospitais. No HZN (Hospital da Zona Norte), a quantidade de leitos Covid chegou a ser ampliada para 80 no início deste ano, mas foi reduzida pela metade com o baixo atendimento. Na quarta-feira (8), a ocupação estava perto de sua totalidade. “Passamos um momento de calmaria recentemente, com redução de menos da metade da ocupação. A demanda vem aumentando de uma semana para outra. Por enquanto está sob controle, com leitos todos ocupados, mas ‘giro’ rápido”, relatou Reilly Lopes, diretor da instituição. Ele não descartou a necessidade de nova ampliação de leitos.


A curva de infectados em ascendência acontece num momento em que a vacinação tem avançado para as faixas etárias mais jovens. Para muitas pessoas, estes indicadores podem parecer contraditórios, mas para especialistas não. Profissionais ligados à saúde apontam alguns fatores que podem atrapalhar no combate ao vírus e numa fase crucial: a falta de imunização completa da maior parte da população, aumento da circulação das pessoas com relaxamento dos cuidados e a variante Delta, que não é mais grave, no entanto, é mais transmissível. “Era muito comum, dentro de casa, uma pessoa pegar a doença e outra não. Com essa variante percebemos que se uma pessoa de casa pega, todos pegam também”, disse Lopes.


Leia mais em: https://www.folhadelondrina.com.br/cidades/casos-de-covid-19-voltam-a-crescer-em-londrina-3101335e.html

 

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