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Brasil registra 396 novas mortes por coronavírus em 24 h; total é de 11.519

Natália Cancian e Ricardo Della Colletta - Folhapress
12 mai 2020 às 08:05

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Reprodução/Pixabay
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Dados do Ministério da Saúde desta segunda-feira (11) apontam que o Brasil registrou 396 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. Ao todo, são 11.519 óbitos confirmados pela doença.

A própria pasta, porém, tem dito que uma redução é esperada aos fins de semana porque as equipes de saúde nos estados e municípios atuam em número menor.

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O recorde é de 751 novas mortes por Covid-19, batido na sexta (8). No dia seguinte, sábado (9), houve 730 novos óbitos, e o país ultrapassou a marca de 10 mil mortes pela doença.


Na semana passada, foram quatro dias seguidos com mais de 600 óbitos novos por dia -600 na terça (5) , 615 na quarta (6), e 610 na quinta (7).


O país também registrou 5.632 novos casos confirmados de Covid-19 no Brasil e tem, ao todo, 168.331 casos.


Segundo especialistas, os números reais devem ser maiores, já que há baixa oferta de testes no país e subnotificação. Atualmente, o país tem 1.897 mortes ainda em investigação.


O estado de São Paulo ainda lidera em número de casos, com 46.131 já confirmados e 3.743 mortes. Em seguida, está o Rio de Janeiro, com 17.939 e 1.770 óbitos.


Outros três estados já apresentam mais de mil mortes cada: Ceará (1.189), Pernambuco (1.087) e Amazonas (1.035).
O ministro da Saúde, Nelson Teich, participou de coletiva de imprensa, mas não comentou os novos números. O encontro foi encerrado menos de cinco minutos antes do horário previsto para a atualização de dados em plataforma mantida pela pasta.


Na coletiva, Teich defendeu que haja um novo modelo de triagem de pacientes na rede de saúde, em que o tratamento poderia ser iniciado já em ambulatórios.


"A abordagem ideal passa por intensificar a atuação no momento em que as pessoas passam a apresentar os sintomas. Precisamos identificar e tratar mais cedo", disse.


Segundo ele, o maior gargalo da rede de saúde hoje é a oferta de respiradores, o que leva o sistema de saúde a centralizar boa parte das ações em UTIs.


"Mas não dá para focar só no doente mais grave. [Podemos] Criar unidades mais separadas de ambulatório, onde vai fazer oximetria e vai ter tomografia computadorizada, ou onde pode tentar ventilação não invasiva. É possível que abordando a doença num momento mais precoce a gente reduza a evolução para uma forma mais crítica."


Teich, porém, não apresentou detalhes ou uma previsão de quando essa mudança no modelo deve ocorrer.


Ainda de acordo com o ministro, a pasta discute critérios para fazer parte de um grupo que poderá testar a primeira vacina para a Covid-19.


Ele também voltou a defender que o uso de possíveis novos tratamentos seja submetido a estudos clínicos. Atualmente, um dos estudos mais promissores é feito com o antiviral remdesivir, diz Teich.


"Quando a gente tiver algum estudo que comprove benefício claro, vamos recomendar. Fora isso, o ideal é que qualquer droga seja tratada em estudo clínico", disse.


O ministro também apresentou um resumo inicial de uma diretriz para definir níveis de distanciamento social a serem aplicados pelos estados e municípios. A ideia é que cada município ou estado responda a um questionário que atribui pontuações para itens como quantidade de leitos e aumento de internações.


Com isso, seriam indicados até cinco níveis de distanciamento, que iriam de um distanciamento "seletivo" mais brando até uma "restrição máxima".

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Um detalhamento da proposta deve ser apresentado na quarta-feira (13).


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