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Hospital das Clínicas investiga 7 possíveis reinfecções de Covid-19

26 ago 2020 às 09:40

O Hospital das Clínicas de São Paulo abriu um ambulatório para pesquisar sete possíveis casos de reinfecção pelo novo coronavírus. Os pacientes estão sendo acompanhados há duas semanas. Exames e pesquisas em laboratórios estão sendo realizados para confirmar ou descartar as suspeitas.


Segundo o infectologista Max Igor Lopes, coordenador do ambulatório, os pacientes têm em comum histórico de sintomas de gripe e o fato de terem testado positivo para a Covid-19, mas depois de dois ou quatro meses terem e confirmado a presença do vírus no corpo novamente.


"Criamos um espaço para acolher essas pessoas e entender o que está acontecendo. Tentamos descobrir as explicações para isso[segundo teste positivo]", diz Max.


Segundo ele, dos 7 pacientes, 5 são profissionais de saúde. Um dos casos investigados é de um paciente que testou positivo em abril, quando teve apenas febre. Quatro meses depois, teve falta de ar e cansaço e de novo testou positivo.


Em três destes pacientes a equipe está investigando o sequenciamento genético para comparar o RNA (estrutura) do vírus da primeira e da segunda infecção. Essa análise só está sendo feita com esses três pacientes porque foram os únicos que a equipe conseguiu a amostra de secreção coletada no primeiro exame.


Segundo Max, é até razoável pensar em uma segunda infecção, mas a confirmação depende de pesquisas, pois não há nenhum paciente que esteja sendo acompanhado desde os primeiros sintomas e confirmação da doença.


Nos casos em investigação no HC, as respostas que a equipe quer são a confirmação ou não da segunda infecção, a reação do organismo a uma mesma infecção e se há mutação do vírus.


Para isso, os pacientes vão ao ambulatório uma vez por semana ou a cada 15 dias e fazem coleta de exames de sorologia, com amostra de sangue, e o RT-PCR, com coleta de secreção da garganta e nariz.


Outros casos de possível reinfecção do novo coronavírus também estão sendo investigados no Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto.


O infectologista Fernando Bellissimo Rodrigues, do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, confirmou que casos suspeitos chegaram ao conhecimento de sua equipe nas últimas duas semanas.

"Entretanto, é difícil dizer um número com precisão porque vários deles não procedem e outras novas suspeitas estão chegando", afirma.


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