Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
Saúde da criança

Incor desenvolve dispositivos de assistência cardíaca para crianças

Agência Fapesp
10 jan 2014 às 18:00
- Divulgação
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

Crianças em estágios avançados de insuficiência cardíaca e na fila por um novo coração nos hospitais do país poderão receber, nos próximos anos, um coração "extra" para suportar o tempo de espera até a chegada de um doador.

Pesquisadores do Instituto do Coração (Incor) estão desenvolvendo Dispositivos de Assistência Ventricular (DAVs) capazes de servir de "ponte" enquanto os pacientes pediátricos aguardam o transplante. Um dos aparelhos, voltado a crianças com até 15 quilos, deverá entrar em fase de testes clínicos no Incor já nos próximos meses.

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


Outro instrumento, desenvolvido por meio de um Projeto Temático, realizado com apoio da FAPESP e direcionado a crianças com até 35 quilos, está em fase de desenvolvimento.

Leia mais:

Imagem de destaque
Mais de 58 mil casos no PR

Brasil ultrapassa 650 mil casos de dengue; 94 mortes desde o início do ano

Imagem de destaque
Entenda

'Quadro psicótico', diz Vanessa Lopes ao falar sobre o que a fez sair do BBB

Imagem de destaque
Alerta

Idosos e crianças fazem parte dos grupos de risco para dengue grave

Imagem de destaque
Suspeita de dengue

Postos de saúde da zona sul de Londrina tiveram movimento intenso neste sábado


"Os dispositivos poderão servir tanto de ponte para pacientes pediátricos esperarem pelo transplante, como para dar assistência circulatória mecânica por alguns meses para aqueles internados com cardiomiopatias graves, que não respondem a outras terapias médicas e com uma diminuição importante da capacidade de o coração bombear sangue para órgãos vitais", disse Idágene Cestari, diretora da Divisão de Bioengenharia do Incor e coordenadora do projeto.

Publicidade


Os equipamentos serão paracorpóreos (implantados fora do corpo) e auxiliarão o coração dos pacientes a realizar o bombeamento do sangue. De acordo com Cestari, é por isso que são chamados de dispositivos de assistência ventricular – e não coração "artificial", como os que substituem e realizam a função do órgão.


"Essa é uma diferença importante dos DAVs em relação ao coração artificial, porque o coração é mantido em atividade e o dispositivo trabalha de modo a auxiliar o órgão a realizar a circulação sanguínea", explicou.

Publicidade


Os dispositivos permitem dar assistência tanto ao ventrículo esquerdo como ao direito ou a ambos simultaneamente, e são constituídos por uma bomba com duas câmaras – uma de sangue e outra pneumática – ligadas a cânulas de silicone, que serão suturadas nas estruturas cardíacas e exteriorizadas na região abdominal do paciente.


À medida que o sangue do paciente preenche a câmara de sangue, um pulso de pressão é enviado para a câmara pneumática, que faz com que o sangue retorne para o paciente, realizando desta forma o trabalho do coração e restabelecendo a pressão e a circulação sanguínea.

"Só existe um dispositivo pulsátil desse tipo, aprovado para uso clínico em pacientes pediátricos nos Estados Unidos em dezembro de 2011, que é fabricado por uma empresa alemã e é inviável para nós, no Brasil, em razão de seu custo, em torno de R$ 250 mil. Pretendemos desenvolver DAVs para uso em pacientes pediátricos no Brasil que possam ser integrados à nossa prática médica", disse Cestari.


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade