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Israel avança em vacinação contra Covid-19

Folhapress
04 jan 2021 às 12:25

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iStock
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Israel começou a vacinar sua população em 19 de dezembro, e vem avançando rápido: mais de 1 milhão de israelenses já foram imunizados, de um total de 9 milhões de habitantes. Já a maioria dos palestinos, que vivem ao lado, não sabem quando serão vacinados.


O país pretende vacinar 2 milhões de pessoas até o fim de janeiro. Palestinos registrados como cidadãos de Israel também terão direito à vacinação, mas os que não possuem documentos israelenses ficarão de fora.

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Assim, nos próximos meses, se a vacinação avançar conforme esperado, o país terá uma situação curiosa: os israelenses poderão estar aptos a retomar a vida normal nos próximos meses, enquanto os palestinos seguirão sofrendo com os males trazidos pelo vírus, muitas vezes vivendo ao lado de cidades e de assentamentos israelenses. É comum que palestinos trabalhem em regiões onde vivem israelenses, por exemplo.


A Autoridade Palestina tem poucos recursos para investir em vacinas e entrar na disputa global por esses insumos. Em dezembro, governantes palestinos disseram não esperar ajuda de Israel nesta questão, e que buscavam negociar diretamente com fabricantes de países como Rússia, China, EUA e Reino Unido. Alguns líderes palestinos disseram que a imunização poderia começar ainda no primeiro trimestre de 2021, mas sem dar garantias disso.


Outra esperança é obter doses por meio do programa Covax, organizado pela OMS para atender países pobres com vacinas fabricadas por laboratórios menos conhecidos, com valores menores. No entanto, há o risco de que Israel possa tentar barrar o uso de uma vacina mais barata em seu território, o que poderia atrasar ainda mais a imunização palestina.


A distribuição das vacinas também será um desafio. A da Pfizer, por exemplo, precisa ser armazenada a -70ºC, tarefa complicada na Palestina, onde há áreas sem energia elétrica disponível o dia todo.


A cooperação entre os governos de Israel e Palestina na área de saúde é pequena. Israel disse que poderia repassar aos palestinos algum excedente de vacinas que sobrar, mas nenhum acordo oficial foi fechado.


Autoridades de Israel dizem que o país não tem a obrigação de vacinar palestinos, mas que o pais tem interesse em ajudar os vizinhos a se imunizarem. No entanto, disseram que só farão isso depois de garantir proteção a todos os cidadãos israelenses.


A disputa entre israelenses e palestinos marcou a segunda metade do século 20 e segue sem solução. Israel foi fundado, como um Estado judeu, após a Segunda Guerra, em territórios que antes eram ocupados por palestinos, que seguem o islamismo. Os israelenses dizem ter direito àquela região por razões históricas, pois seus ancestrais viveram ali há milhares de anos.


Após vários conflitos, os palestinos perderam territórios e hoje vivem em partes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Eles buscam ser reconhecidos como um país, mas enfrentam a resistência de Israel e dos Estados Unidos. Um dos prinicipais pontos de disputa é Jerusalém, cidade considerada capital pelos dois povos.


Nos últimos anos, o governo do premiê israelense Binyamin Netanyahu tem estimulado a política de criar e manter assentamentos judeus em territórios disputados com os palestinos, o que mantém as tensões na região.

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No começo de 2020, Netanyahu apresentou um plano de paz, apoiado pelo presidente americano Donald Trump, que propõe aos palestinos ficarem com um território fragmentado, ligado por estradas e túneis. A proposta foi rechaçada pelos palestinos.


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