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1,2 milhão de doses

Lote de vacinas infantis da Pfizer chega ao Brasil na madrugada do dia 13

Folhapress
07 jan 2022 às 13:58

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Vivian Honorato_ncom
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O primeiro lote de vacinas infantis da Pfizer contra a Covid-19 chegará ao Brasil às 3h40 (de Brasília) do dia 13 no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Serão entregues 1,2 milhões de doses. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde.


As vacinas serão distribuídas a estados e municípios para a imunização de crianças de 5 a 11 anos. A aplicação de doses pediátricas da Pfizer foi autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 16 de dezembro, mas o Ministério da Saúde demorou quase três semanas para incluir crianças na campanha nacional de vacinação.

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Em 20 de dezembro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que "não havia pressa" para vacinar crianças de 5 a 11 anos. A fala foi amplamente criticada por especialistas, secretários de Saúde e governadores, que cobravam agilidade do governo federal.


Para a tomada de decisão, a Anvisa analisou um estudo feito com 2.250 crianças que comprovou que o imunizante da Pfizer é seguro e eficaz, com benefícios que superam os riscos. Mesmo assim, o Ministério da Saúde decidiu fazer uma consulta pública sobre a vacinação de crianças, que recebeu críticas de sociedades médicas e científicas.


No questionário, encerrado no domingo (2), a maioria dos participantes rejeitou a obrigatoriedade de prescrição médica para vacinar crianças, como propôs o Ministério da Saúde.


Antes de anunciar que incluiria crianças na campanha de vacinação, a pasta ainda promoveu uma audiência com a participação de três médicos contrários à vacinação de crianças -eles foram convidados pela deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL).


Mesmo com o aval da Anvisa, o presidente Jair Bolsonaro (PL) já se manifestou contra a vacinação de crianças contra a Covid-19 em diversas ocasiões. Em 16 de dezembro, durante uma de suas lives semanais, ele anunciou ter pedido os nomes dos técnicos da agência responsáveis por aprovar a vacina ao público infantil, dizendo querer "divulgar o nome dessas pessoas".


Três dias depois, durante conversa com apoiadores em Praia Grande (SP), Bolsonaro voltou a criticar a Anvisa, questionou supostos efeitos adversos da vacina -sem, no entanto, apresentar dados- e repetiu ser a favor da "liberdade" de não se vacinar, ainda que isso represente um risco a outras pessoas.

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"Nem a tua [vacina] é obrigatória. É liberdade", afirmou. "Criança é uma coisa muito séria. Não se sabe os possíveis efeitos adversos futuros. É inacreditável, desculpa aqui, o que a Anvisa fez. Inacreditável."

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