Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Aos 13 anos

Mulher dá à luz com ovário congelado na adolescência

BBC Brasil
11 jun 2015 às 16:23

Compartilhar notícia

BBC Brasil/Reprodução
siga o Bonde no Google News!

Uma mulher que vive na Bélgica e tem 27 anos é a primeira mulher a dar à luz um bebê com a ajuda de um ovário que foi congelado quando ela estava no início da adolescência.

Segundo a revista especializada Human Reproduction, que publicou o caso nesta quarta-feira, os médicos decidiram retirar um de seus ovários e congelar fragmentos dele quando ela tinha 13 anos.


O procedimento foi realizado como uma medida preventiva, já que ela estava prestes a iniciar um tratamento com quimioterapia que provavelmente a deixaria infértil.


Leia mais: Exame de sangue detecta até 86% de casos de câncer de ovário precocemente
A ideia dos médicos era a de que, quando ela quisesse engravidar, poderia ter esses fragmentos de seu próprio tecido ovariano re-implantados. Se desse certo, isso "reativaria" o órgão.


Dez anos depois, o procedimento se mostrou bem-sucedido. A mulher – que nasceu na República Democrática do Congo e pediu para não ter seu nome divulgado - deu à luz um menino em novembro do ano passado.


Doença grave
Segundo a revista, a paciente foi diagnosticada aos 5 anos com uma doença hereditária chamada anemia falciforme.


A doença era tão grave que os médicos decidiram que ela precisava de um transplante de medula óssea.


Mas antes disso, ela precisou fazer quimioterapia para enfraquecer seu sistema imunológico e impedi-lo de rejeitar um tecido externo.


Só que a quimioterapia poderia destruir as funções dos ovários e, por isso, os médicos removeram seu órgão direito e congelaram fragmentos dele. Na época, ela estava mostrando alguns sinais de puberdade, mas ainda não havia menstruado.


Durante o tratamento, ela acabou, efetivamente, perdendo as funções do outro ovário.


Gravidez


Mas dez anos depois, ela decidiu engravidar – e então os médicos enxertaram quatro dos tecidos ovarianos congelados no ovário remanescentes e 11 outros fragmentos em outras partes de seu aparelho reprodutivo.


A paciente então começou a menstruar espontaneamente cinco meses após os enxertos e ficou grávida dois anos depois.


A ginecologista que conduziu o tratamento para restaurar a fertilidade da belga, Isabelle Demeestere, disse que a esperança agora é que o procedimento ajude outras jovens com risco de falência ovariana.


"No entanto, o sucesso desse procedimento está atrelado a mais pesquisas com meninas no período pré-puberdade, já que a nossa paciente já estava nessa fase embora ainda não tivesse menstruado", disse.


Ela também afirmou que a técnica é mais indicada para pacientes com alta probabilidade de perder o órgão, diante dos riscos intrínsecos a uma transplante de tecido.


O professor Adam Balen, diretor da Sociedade Britânica de Fertilidade, afirmou ter ficado entusiasmado com a notícia.


"É certo pensar que ovários novos carregam vários óvulos. A preocupação era se esses óvulos poderiam se desenvolver se o tecido ovariano fosse tirado ainda na infância da paciente, congelado e depois re-implantado", afirmou o professor à BBC.

Cadastre-se em nossa newsletter

"Mas agora temos a prova deste conceito. E isso é algo extremamente importante."
Cerca de 40 bebês no mundo todo nasceram de mães que receberam tecido de ovário congelado, mas em todos os casos as mulheres já adultas.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas