Pesquisar

Canais

Serviços

Ricardo Chicarelli/Grupo Folha
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Doações

Perucas resgatam autoestima de pacientes com câncer em Londrina

Aline Machado Parodi - Grupo Folha
01 nov 2016 às 08:41
Continua depois da publicidade

A perda do cabelo durante o tratamento do câncer é um golpe duro na vaidade feminina. Um processo, muitas vezes, tão doloroso quanto a doença. Para amenizar o sofrimento e resgatar a autoestima das pacientes, o Instituto Hospital do Câncer de Londrina (IHCL) desenvolve um projeto de empréstimo de perucas.

Continua depois da publicidade
PUBLICIDADE

O projeto nasceu há pouco mais de dois anos. O hospital recebe doações de cabelos e encaminha para salões de cabeleireiros parceiros, que confeccionam as perucas. São quatro: em Londrina, Cambé e dois em São Paulo.

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade


A coordenadora de pesquisa clínica do Hospital do Câncer, Elaine Cristina Baraldi Carmelo, explicou que o hospital tem recebido doações de várias cidades da região, inclusive algumas mechas chegam pelos Correios. "As escolas têm feito campanhas para cortes de cabelo e encaminhado as mechas para nós. Também recebemos muitas doações de crianças. E é tão lindo ver essas crianças dizendo que querem ajudar quem não tem cabelo", contou Elaine.
Para quem doa é um pequeno gesto que tem um grande impacto na vida das pacientes com câncer. A professora Maria de Lourdes Alves Lunes Bussadori, de 64 anos, já deixou o cabelo crescer duas vezes para fazer doação. Ela contou que teve três amigas com câncer e, ao ouvir o relato delas sobre a importância das perucas e dos lenços, ficou sensibilizada. "Eu sempre tive muito cabelo e ao vê-las usando perucas e lenços decidi que ia deixar crescer o cabelo para doar", disse.


Mas não foi muito fácil deixar as madeixas longas. "As pessoas me diziam que eu não tinha mais idade para ter cabelo comprido. A maioria das vezes eu usava rabo de cavalo", recordou Maria de Lourdes. Mas quando cortou e fez a doação, o sentimento foi tão bom, que ela esqueceu as críticas. "Um cabelo não dá para fazer uma peruca, mas de pouquinho em pouquinho você consegue, né? O cabelo tem um percentual muito grande na vaidade da mulher e isso é o mínimo que você pode fazer para ajudar quem está lutando pela vida", afirmou.


Thalita Maria Salomão Ferreira e Luana Lara, ambas com 22 anos e estagiárias da Unimed Londrina, também cortaram as longas madeixas por uma boa causa. Elas participaram da campanha da cooperativa médica, que arrecadou mechas para doar ao Hospital do Câncer. Luana sempre teve cabelo cumprido, mas criou coragem para passar a tesoura e ajudar outras mulheres. "Pensei, as pessoas precisam tanto e eu aqui me apegando?
Thalita acompanhou a luta da prima, que teve câncer no pulmão. Isso fez com que a estagiária resolvesse ajudar outras pessoas. Ela ficou um ano sem cortar o cabelo. Não usou nenhum tipo de química para preservar a qualidade dos fios. "Quando cortei fiquei muito emocionada. Imagino como deve ser difícil não ter o cabelo. É gratificante ver uma pessoa sorrir com uma coisa mínima que você fez", disse.

Continua depois da publicidade


A estagiária guardou por um ano o cabelo. Ela disse que não tinha informações de onde encaminhar a doação. "Quando a Unimed lançou a campanha eu trouxe." Esta foi a terceira vez que a cooperativa faz esse tipo de campanha durante o Outubro Rosa. A empresa entregou 46 mechas ao Hospital do Câncer que vão se transformar em perucas.


SERVIÇO

Doações de mechas podem ser feitas no Hospital do Câncer de Londrina: Rua Lucilla Ballalai, 212; fone (43) 3379-2600


Continue lendo