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Aedes Aegypti

Prefeitura instala armadilhas contra o mosquito da dengue

A prefeitura de Londrina decidiu usar, experimentalmente, armadilhas contra o mosquito da dengue, que visam interromper o ciclo reprodutivo do vetor, reduzindo a sua infestação. O lançamento da iniciativa contou com a presença do prefeito Marcelo Belinati e aconteceu na manhã desta segunda-feira (9), na Escola Municipal Zumbi dos Palmares, no Jardim União da Vitória. Na sequência, alunos, professores e equipe da SMS (Secretaria Municipal de Saúde) saíram para uma passeata ao redor da unidade, a fim de alertar a comunidade sobre o combate à dengue e, em seguida, os agentes de endemias já espalharam algumas armadilhas pelo bairro.

Vivian Honorato/N.Com
Vivian Honorato/N.Com


Como projeto-piloto, a SMS vai instalar 1.000 armadilhas em algumas regiões da cidade, dentre elas nos jardins União da Vitória e Jardim Santa Fé, os quais possuem alta concentração de casos notificados de dengue, e na Vila Brasil, que possui um cenário relativamente tranquilo com relação à doença. A ideia do município é ter dois paralelos para fazer a comparação da efetividade da medida, em relação a estas localidades, após cerca de 30 a 40 dias de experiência.

A prefeitura também vai instalar contadoras automáticas, em pontos estratégicos, para comparar e verificar se a presença do mosquito Aedes aegypti diminuiu. Neste primeiro momento não haverá custos diretos da implantação do projeto para o Município, pois os equipamentos foram fornecidos gratuitamente pela empresa que detém a tecnologia no Brasil, como teste.

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, destacou que esta é mais uma ação da prefeitura no sentido de tentar combater, de forma adequada e inédita, a circulação da dengue na cidade. "Após este período de testes, se avaliarmos que a medida foi positiva, temos autorização do prefeito Marcelo Belinati para fazer investimento de recursos da prefeitura nestas armadilhas”, afirmou.

A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Sônia Fernandes, contou que em nível de saúde pública municipal, esta é uma experiência inédita, pois o instrumento foi testado em alguns outros municípios, mas apenas em empresas e hospitais, em um volume muito menor. "Essa é a primeira vez que um município está assumindo esta experiência e a utilização destas armadilhas para combate à dengue”, afirmou.

Sônia explicou que cada armadilha cobre até 600 metros quadrados, por isso não é necessário que ela seja instalada em todos os quarteirões. "A manutenção dos instrumentos será feita uma vez por mês, onde serão trocados apenas os produtos que fazem a armadilha funcionar”, adiantou.

O prefeito reafirmou que o Município está fazendo todos os esforços nessa guerra contra a dengue, que inclui desde a contratação de técnicos, médicos, enfermeiros, passando agora por essa tentativa, experimental, do uso das armadilhas, e também da execução de mutirões, bota fora e, toda a conscientização que vem sendo feita com a população.

COMO FUNCIONA

A armadilha atrai mosquitos fêmeas do Aedes Aegypti, que estão prestes a produzir ovos. O mosquito repousa no local, deposita os ovos na água e é contaminado pelo larvicida contido lá. Quando os ovos se transformam em larvas na água, mais odores são gerados e atraem outros mosquitos para a armadilha. Depois, as larvas morrem antes de completarem o estágio de desenvolvimento.

Quando o mosquito fêmea contaminado sai da armadilha, o larvicida contido nele se dissolve e contamina a água em pneus, vasos, entre outros locais, repetindo o mesmo ciclo que ocorre dentro da armadilha e matando novas larvas. Além disso, o fungo que infecta o mosquito também o torna menos ativo, reduz sua disposição em picar as pessoas e também inibe o desenvolvimento do vírus da dengue no seu sistema digestivo. Depois de alguns dias, o mosquito morre, reduzindo a presença do vetor na região coberta pelo instrumento.

A tecnologia não é agressiva aos homens e as armadilhas foram desenvolvidas pela empresa holandesa In2Care, que já obteve registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em saúde pública.
N.Com
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