A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que um dos pontos da análise da água mineral fabricada e comercializada no Paraná, realizada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e divulgada nesta semana, foi baseado em portaria do Ministério da Saúde para a qualidade de água de abastecimento público (Portaria 2914), ao invés da norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre qualidade de água mineral (Resolução RDC 275), o que gerou interpretação equivocada quanto à presença de bactérias heterotróficas nos produtos.
A resolução RDC 275 não estabelece padrões limites para a presença de bactérias heterotróficas em água mineral. Esses microorganismos não são prejudiciais à saúde e não condenam a qualidade do produto comercializado.
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As empresas que industrializam água mineral não podem acrescentar ao produto substâncias bactericidas para eliminar microorganismos, como cloro, por exemplo, porque a água deve ser extraída de fonte natural e comercializada a partir de padrões de limpeza e envase adequados.
Sendo assim, as marcas de água mineral Timbu, Frescale, Maceratti, Aguativa e Itaipu apresentam-se dentro dos parâmetros estabelecidos na Resolução RDC 275 da Anvisa.
Das 22 marcas avaliadas pelo Tecpar, apenas três apresentaram laudos insatisfatórios. A água Ana Rosa (lote 195 – 09:37) foi reprovada por apresentar coliformes fecais. Com as marcas Fontana Oro (lote 4755 L) e D’Fonte (lote 175) o problema foi o nível de fluoreto que estava abaixo do informado na embalagem.