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Vacina russa produz imunidade contra novo coronavírus, mostram primeiros dados publicados

Everton Lopes Batista - Folhapress
04 set 2020 às 10:47

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Reprodução/Pixabay
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A vacina russa Sputnik V é capaz de produzir imunidade contra o novo coronavírus sem desencadear reações adversas graves, segundo um artigo publicado nesta sexta-feira (4) na revista científica The Lancet.


Esta é a primeira vez que os dados sobre os testes com a imunização ficam disponíveis publicamente para cientistas e população. Até então, a falta de transparência sobre o desenvolvimento e os primeiros testes com a vacina gerava desconfiança sobre sua eficácia.

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Os resultados publicados são de dois testes feitos com 38 voluntários cada -76 no total. Os participantes eram pessoas saudáveis com idades entre 18 e 60 anos. Foram testadas duas formulações da Sputnik V: rAd26-S e rAd5-S.


De acordo com os resultados, a vacina produziu anticorpos em todos os participantes em cerca de 21 dias após a primeira aplicação. Após 28 dias, os pesquisadores também detectaram a produção de células T, outro produto do sistema imunológico que tem um papel importante no combate à doença.


No texto, os autores afirmam que os participantes não experimentaram reações adversas mais sérias. Segundo os dados, as manifestações mais comuns foram dor no local onde a vacina foi aplicada, hipertermia e dor de cabeça, todas de intensidade moderada.


A Sputnik V foi a primeira vacina contra o Sars-CoV-2 a receber uma aprovação regulatória no mundo, ainda no início de agosto. O governo russo planeja testes com 40 mil participantes e o início da produção industrial da Sputnik V para os próximos meses.


O estado do Paraná tem um acordo para a produção da vacina. O acordo bilateral inclui transferência de tecnologia para produção da vacina e possibilidade de importação e distribuição da imunização criada pelo país europeu para a América Latina.


Apesar dos resultados positivos, ainda não é possível saber por quanto tempo a imunidade contra o Sars-CoV-2 pode durar.

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Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 34 possíveis vacinas estavam na fase de testes clínicos (em humanos) até a quinta-feira (03). Oito dessas imunizações estão na fase 3 dos testes, a mais avançada.


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