A esporotricose é uma infecção fúngica provocada por espécies do gênero Sporothrix, que afeta a pele e tecidos subcutâneos de animais e seres humanos. A Vigilância Ambiental de Londrina acendeu o sinal de alerta após registrar 30 casos confirmados nos primeiros sete meses de 2026. O número supera o dobro dos 14 casos contabilizados durante todo o ano de 2025.
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Historicamente conhecida como a "doença do jardineiro" por se propagar via solo e vegetais, a infecção assumiu perfil zoonótico urbano. A proliferação da espécie Sporothrix brasiliensis acelerou a transmissão direta entre felinos e humanos. A autoridade sanitária alerta para a provável subnotificação, o que sugere um circuito silencioso do fungo na região.
Como ocorre o contágio e quais são os sintomas?
A contaminação entre felinos ocorre por brigas, mordidas e arranhões que perfuram a pele. Nos gatos, a doença é severa e pode ser fatal se não tratada precocemente. Os sintomas nos animais incluem feridas profundas que não cicatrizam, concentradas na face, focinho, orelhas e patas, além de dificuldades respiratórias.
A transmissão para humanos acontece quando o fungo entra em contato com lesões cutâneas por meio de arranhões ou mordidas. Em pessoas, surgem caroços ou nódulos avermelhados na região atingida. Se a ferida não cicatrizar ou apresentar inchaço e vermelhidão, a orientação da Secretaria de Saúde do Paraná (SESA) é buscar ajuda médica imediatamente.
O diagnóstico precoce é o pilar central para interromper a cadeia de transmissão. O gerente de Vigilância Ambiental de Londrina, Nino Ribas, enfatiza que os animais não devem ser abandonados nem submetidos a automedicação, uma vez que a prefeitura oferece suporte gratuito.
As ações da gestão municipal incluem o isolamento de animais, notificação compulsória e a investigação em domicílio. Para quem suspeita da doença em pets particulares ou comunitários, o município realiza o bloqueio sanitário e acompanha o tratamento.
| Agente/paciente | Sintomas principais | Ação imediata recomendada |
| Gatos | Feridas no focinho/patas, crostas e espirros | Isolar o animal e ligar para a Vigilância Ambiental (43 3372-9407) |
| Humanos | Nódulos vermelhos, feridas que não fecham | Lavar com água e sabão e procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS)´ |
Cuidados fundamentais para barrar a transmissão
Para conter o avanço da zoonose e proteger os animais de estimação, a Vigilância Sanitária e a SESA recomendam medidas diretas de controle:
Mantenha os gatos domiciliados: Evite que os felinos tenham acesso à rua para prevenir brigas territorialistas e exposição ao fungo.
Procedimento após acidentes: Caso seja arranhado ou mordido por um felino suspeito, lave o local imediatamente com água corrente e sabão.
Manuseio seguro: Use luvas de borracha ao cuidar de animais lesionados e higienize o espaço com água sanitária diariamente.
Manejo correto de carcaças: Caso o animal venha a óbito, nunca o enterre no solo, pois o fungo sobrevive na terra. Entre em contato com o município para a cremação ou incineração adequada.
(Com informações do site da Prefeitura de Londrina.)