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Tomilho-Thymus vulgaris

Rui Cépil Diniz
29 out 2006 às 17:28
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Aspectos agronômicos: Planta da família Lamiaceae (Labiatae). Os ancestrais do tomilho comum (T. serpyllum) são nativos das regiões mediterrâneas e Ásia Menor. Introduzido e aclimatado na Europa e Inglaterra pelos romanos. Largamente cultivado em regiões temperadas e subtropicais, incluindo regiões tropicais amenas (Morton, 1981; Font Quer, 1985).

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Nomes comuns: Tomilho, timonet, thym, gardem thyme, gartenthymian.

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Erva perene, de clima temperado a subtropical. Tolera geadas moderadas. Não tolera alta umidade relativa do ar, mas exige bom suprimento hídrico no solo. Requer terrenos medianamente férteis, boa drenagem e médio teor de matéria orgânica, com pH de reação neutra a alcalina (pH 6 - 7,5). Não se observa resposta a adubação nitrogenada ou potássica, quando associada a irrigação, para aumento de rendimento (Csizinsky, 1999).


Propagação: Pode ser feita por sementes ou estacas. Por sementes: em setembro semeia-se em bandejas ou tubetes com areia ou substrato apropriado para sementes (o germinadouro deve estar sombreado). Repicar para saquinhos quando as plântulas estiverem com 10 a 20 cm. O transplante para campo deve ocorrer com solo úmido, devendo-se manter ou efetuar irrigação frequente por até um mês após o plantio. Por estacas: Alporquia modificada (colocar terra no meio da touceira adulta, 60 dias antes de retirada das mudas em setembro/outubro, comprimento 10 a 15 cm, com folhas e colocadas em sacos ou copos de polietileno. Levar para o local definitivo de dezembro a janeiro.


Espaçamento: 20 a 25 cm entre plantas e 30 a 50 cm entre linhas.

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Porte da planta: Pequeno arbusto podendo chegar a 40 cm de altura.


Colheita: Após 4 a 5 meses de plantio no local definitivo, podendo-se iniciar a colheita, cortando os caules a 5 cm do nível do solo. Dependendo da adubação e da irrigação pode-se efetuar 3 cortes/ano.


Temperatura máxima de secagem: de 40 a 45ºC.


Obs.: Deve-se renovar a área de plantio a cada 3 a 4 anos.


Usos terapêuticos: Aromático, antioxidante, anti-séptico, anti-tussígeno, carminativo, estimulante, digestivo.


Princípios ativos: Óleos essenciais (timol, terpineol, alfa e beta pineno, limoneno, felandreno, canfeno, tujona, geraniol, linalol, borneol), taninos, princípios amargos, flavonóides.


Partes utilizadas: Sumidades floridas secas, folhas frescas ou secas.


Formas de uso e dosagem: Uso interno: Infusão - 10 a 30 gr/litro de água. Tintura alcoólica, extrato seco, pó. Uso tópico: Infusão para banhos, compressas e bochechos; cataplasmas.


Tempo de uso: Evitar o uso prolongado e em altas doses.


Efeitos colaterais: Em altas doses, o óleo essencial pode ser neurotóxico, cáustico para a pele e mucosas, provocar diarréia, vômitos, dor abdominal, cefaléia e confusão mental.


Contra-indicações: Gravidez, lactação, crianças menores de 2 anos, portadores de hipertireoidismo e de úlceras pépticas.


Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.

Fonte principal de consulta: ''Cultivo de plantas aromáticas e medicinais'' - IAPAR - Autor: Paulo Guilherme F. Ribeiro (Eng. Agr.); Co-autor: Rui Cépil Diniz (médico com especialização em Fitomedicina e Saúde da Família. Tel.(43) 3321-0652, e-mail:[email protected]) - Livro em fase de conclusão para publicação.


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