Depende. Existe aquele momento em que a mulher está com o desejo de sentir um orgasmo e, quando o alcança, experimenta uma das mais sublimes sensações da vida. Isso pode fazê-la sentir-se desejada, amada e com sua feminilidade contemplada no mais alto grau.
Existem outros momentos em que a mulher não está nem um pouco a fim de ter um orgasmo, ainda que esteja disposta para o sexo. Mesmo assim, de igual modo, poderá experimentar e sentir o prazer na sua plenitude. Não é uma questão de desempenho. Trata-se muito mais de relacionamento a dois. Nestes dias, a mulher irá compartilhar do desejo e do prazer de seu parceiro, e o fato de ser desejada, tocada e possuída é tudo de que ela precisa.
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Algumas mulheres, por sua vez, são capazes de ter múltiplos orgasmos e poderão viver nesta experiência uma avalanche de sensações e sentimentos, sentindo-se completas, arrebatadas. Para estas, vale a orientação de tirarem proveito desta capacidade e não pensarem que o dia em que não tiverem vários orgasmos o sexo delas terá menor qualidade. É melhor fazer a opção por um orgasmo bem vivido ao invés de insistir sempre na quantidade.
O que não pode acontecer é tornar-se refém, como se em todas as relações o prazer estivesse unicamente centrado na tarefa de alcançar um ou mais orgasmos. A mulher é inteiramente responsável por seus orgasmos e deverá orientar seu parceiro sobre como levá-la ao máximo prazer.
Um comportamento que pode limitar o prazer é a preocupação de se ter orgasmos simultâneos, como se isso fosse um padrão de desempenho sexual. Qualquer tipo de pressão nesta hora limita o prazer. Para os homens, a grande dica é: ''primeiro as damas''.
Mitos e verdades
- Mito: se um homem ama uma mulher, ele saberá exatamente o que fazer para dar a ela o máximo prazer sexual
- Verdade: a mulher é responsável pelo seu próprio prazer e deverá orientar seu parceiro sobre o que fazer, como fazer e quando fazer para que ela alcance a plenitude sexual
Ailton Bastos, psicanalista