O ator Sylvester Stallone, que enfrenta a junta militar birmanesa no quarto filme da saga "Rambo", criticou nesta quarta-feira (7) o governo birmanês por sua incapacidade de ajudar as vítimas do ciclone Nargis, que deixou 22.000 mortos e 41 desaparecidos.
Esta catástrofe "mostra até que ponto os birmaneses não estavam preparados, até que ponto o governo militar ignora (os cidadãos) e não os apóia", declarou o ator norte-americano em Tóquio, onde concedeu uma entrevista coletiva à imprensa para promover seu filme "Rambo 4".
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"Com Rambo e o ciclone, a atenção do mundo está agora mais centrada em Mianmar. Espero que a situação melhore e me sentiria honrado em poder ajudar em algo", afirmou Stallone, de 61 anos.
A lenta e insuficiente resposta das autoridades birmanesas aos efeitos devastadores do "Nargis" foi alvo das críticas internacionais.
Censura
A junta militar birmanesa proibiu a venda do DVD e impediu cidadãos birmaneses de participarem do filme.
"Disseram que nenhum birmanês, mesmo que vivesse na Tailândia há dez anos, tinha o direito de atuar no filme, sob pena de terem suas famílias presas", explicou o ator.
"Mas alguns deles o fizeram mesmo assim, porque achavam que era muito, muito importante", disse.