Além do Fato

Advogados tentam derrubar prisão de suspeitos de matar travesti

15 dez 2018 às 09:51

As defesas de Anderson Aparecido dos Santos Pires, 28 anos, e José Mauro Lopes da Silva, 25, anteciparam à reportagem que vão entrar com habeas corpus no Tribunal de Justiça para revogar as prisões preventivas decretadas nesta semana pela juíza substituta da 1ª Vara Criminal, Claudia Andrea Bertolla Alves, durante audiência de custódia. Eles e Kenny Roger Fioravante Pereira, 26, estão detidos na Central de Flagrantes, antigo 4º Distrito Policial, pelo suposto envolvimento na morte da travesti Scarlet. O crime aconteceu na madrugada do dia 10 deste mês na esquina da avenida Leste Oeste com a rua Cabo Verde, região central.

Segundo o advogado Alessandro Cogo, que defende Pires, não há motivo dele continuar preso "porque não há nada que indique que, em liberdade, pratique atos semelhantes. Ele agiu em legítima defesa. A prisão preventiva, nesse caso, está desprovida de fundamentação e torna-se ilegal antecipação de pena, medida que só pode ser aplicada após o devido processo legal", informou.


Já o advogado de Silva, Alessandro Rodrigues, garantiu apenas que vai protocolar o pedido de soltura na manhã da próxima segunda-feira (17). O último suspeito, Kenny Pereira, ainda não havia constituído defesa.


O caso

De acordo com a Polícia Militar, os três passaram em um Citroen prata pela Leste Oeste, desceram do carro na altura da rua Cabo Verde e passaram a agredir Scarlet e uma outra travesti. O veículo era conduzido por Pires. Pereira e Silva disseram que o automóvel onde eles estavam foi atingido no para-brisa por um tijolo depois de uma confusão generalizada.

Os dois informaram que deixaram o local para levar o motorista a um hospital, que teria sido ferido durante o alvoroço. Após ter sido golpeada, Scarlet ficou caída no chão até a chegada dos socorristas do Siate, que apenas constataram a morte.


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