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Erika Gonçalves
Erika Gonçalves
23/01/2019 - 12:17
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É instinto dos cães viver em grupo, e estar sempre perto é uma forma de eles garantirem que está tudo bem e que estão seguros ao nosso lado. A convivência com os cães pode gerar apego, o que não é necessariamente ruim, mas o problema pode aparecer quando o nosso amiguinho passa a não conseguir mais lidar com momentos em que precise ficar sozinho em casa.

Pixabay
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Hoje é comum que os pets tenham acesso à casa, ao sofá e até mesmo à cama dos tutores, e, com isso, o cãozinho passa a querer sempre ficar perto dos humanos (e, claro, nós normalmente amamos), o que pode ser o início de um problema chamado ansiedade de separação.

Por que isso ocorre?

Nós sabemos que os cães são extremamente sociáveis, além de serem mestres em dar e receber carinho, mas o que nos esquecemos é que os cães necessitam de algumas atividades básicas para que os seus instintos sejam supridos.

Ao longo dos anos, deixamos a vida dos nossos pets mais simples e com o máximo conforto possível, no entanto, muitas vezes esquecemos de seus instintos, o que pode levar o amigo de quatro patas ao tédio quando estão sozinhos. O problema começa quando o animal só tem atividades quando os seus tutores estão em casa e, nos momentos em que precisa, acaba apenas sofrendo pela ausência de seu tutor.

O que fazer?

O ideal para ter um cão sem ansiedade de separação é que ele aprenda a ficar só. Para isso, contamos hoje com a ajuda de muitos brinquedos interativos e recheáveis, além de treinos, o que diminuem gradativamente o estresse do peludo quando fica sozinho.

Sintomas


Os cães com ansiedade de separação podem babar em excesso, raspar a porta com as patas e, nesses casos, podem até machucar as unhas por conta das arranhaduras intensas no momento de desespero. Além disso, fazer as necessidades nos locais inadequados também é um exemplo de que o pet pode estar incomodado sem a sua presença.

Outros, entram em estado de apatia a ponto de não ter apetite ou sentir vontade de beber água. Alguns latem de maneira excessiva, uivam e andam de um lado para o outro, fora a automutilação, que é comum nesses casos, como lambeduras em excesso, correr atrás do próprio rabo e se machucar.

Treinamento

Os treinos devem acontecer de forma gradativa, pois busca-se compreender o momento exato em que o cão começa a sofrer.

Um exemplo é quando o cão observa o seu tutor trocar de roupa pela manhã, pegar a sua bolsa e as chaves e, mesmo antes da partida, já começa a latir ou tremer. Alguns se mordem, em casos mais graves, somente por observar esse momento.

É a partir desse ponto que o treino deve ser iniciado, sempre com associações positivas nos momentos de se trocar, por exemplo. Para aguçar a vontade e o entusiasmo do pet, use petiscos, brinquedos e ossinhos simultaneamente a essas tarefas diárias.

Se você já tentou usar esse tipo de treino e não deu certo, chame um profissional para te auxiliar da melhor forma.

* Por Paula Miranda, franqueada e adestradora da Cão Cidadão
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Erika Gonçalves
 
Formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina em 1997. Apaixonada por bichos desde sempre, mas sem vocação para ser médica veterinária. Já teve um "zoológico" em casa quando criança. Está sempre buscando novidades sobre o comportamento animal. É repórter da Folha de Londrina.



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