Banca Maldita

O Espiritismo responde: destino

31 dez 1969 às 21:33

Como o Espiritismo vê a questão do destino?

O vocábulo "destino" é usado na obra espírita com dois sentidos. Na questão 177 de "O Livro dos Espíritos", ele é utilizado como sinônimo de objetivo, de finalidade da existência humana, que é a perfeição e a suprema felicidade.


No sentido vulgar do vocábulo, que é provavelmente o proposto na pergunta acima, o tema é tratado de modo especial nas questões 259, 851, 866 e 872 do mesmo livro.


Resumidamente, ensina o Espiritismo que nem todas as provas da vida são previstas ou propostas pelo Espírito que se prepara para reencarnar, o qual elabora, com esse objetivo, sua programação reencarnatória.


A chamada fatalidade existe, portanto, tão-somente pela escolha que o Espírito fez de enfrentar, ao encarnar, esta ou aquela prova. Escolhendo-a, institui para si uma espécie de destino, que é a conseqüência mesma da posição em que vem a achar-se colocado.


Na aludida programação são previstos apenas os fatos principais, os que influem no destino e o gênero das provas. As particularidades correm por conta da posição em que se acha e são, muitas vezes, conseqüências de suas próprias ações.


Escolhendo, por exemplo, nascer entre malfeitores, sabe a que arrastamentos se exporá. Ignora, porém, quais os atos que virá a praticar. Esses atos resultam do exercício da sua vontade, ou do seu livre-arbítrio. Sabe também que, escolhendo tal caminho, terá que sustentar lutas de determinada espécie e não ignora, desse modo, de que natureza serão as vicissitudes que se lhe depararão.


Os acontecimentos secundários de uma existência corpórea originam-se quase sempre das circunstâncias e da força das coisas. Se tomamos uma estrada cheia de sulcos profundos, sabemos que teremos de andar cautelosamente, porque há muitas probabilidades de cairmos. Ignoramos, porém, em que ponto cairemos e bem pode suceder que não caiamos, se formos bastante prudentes.

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