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Bullying ideológico nas escolas

06 jun 2016 às 12:10
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Dias atrás fui procurado pela aluna de um curso de humanas. Tomamos um café e ela me contou sua história. A jovem está muito angustiada com a situação que vem enfrentando na academia. Estudiosa e inteligente, ela se interessou por autores que não pertencem ao cânone esquerdista. Quando começou a citar obras de referência do conservadorismo e do liberalismo, além de autores cristãos, tornou-se alvo de chacotas e ofensas. Vários colegas e professores, antes simpáticos, se afastaram de seu convívio. As notas de seus trabalhos e provas caíram em algumas disciplinas. Não houve mudança alguma na maneira cordial com que a jovem sempre tratou os docentes e companheiros de curso. Ela está sendo discriminada por um único motivo: é uma não-esquerdista.

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O simples fato de não aceitar a doutrina marxista da luta de classes tem colocado muitos estudantes e professores em situação semelhante à de minha jovem amiga. Eles sofrem um processo no sentido kafkiano do termo: são hostilizados, preteridos e perseguidos porque não aceitam aderir à ideologia de esquerda.

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Se você tem filhos em idade escolar ou universitária, eles podem estar sofrendo esse bullying ideológico agora. Em certos meios, meramente discordar que a sra. Dilma Rousseff foi vítima de um golpe pode significar um verdadeiro martírio para o estudante ou professor sério.


Enquanto vocês, pais, sonham com um futuro de alegrias e realizações para seus filhos, eles muitas vezes estão aprendendo que a economia de mercado é um sistema semelhante ao da escravidão; que Lênin, Mao Tsé-tung, Fidel Castro, Che Guevara e Carlos Marighella são grandes heróis da liberdade; que o governo petista não roubou ninguém e, se roubou, foi apenas para salvar os pobres; que o "neoliberalismo" — e não a corrupção e a incompetência — é o verdadeiro responsável pela terrível crise nacional.


Aí estão os frutos venenosos de ideólogos que não visam ao conhecimento, mas apenas querem dividir a sociedade em grupos antagônicos — ricos e pobres, homens e mulheres, empresários e trabalhadores, negros e brancos, gays e héteros, jovens e velhos — para que certos partidos políticos e movimentos sociais possam reinar sobre todos nós e mandar em nossa vida.

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Felizmente, os esquerdistas vêm perdendo a hegemonia que possuíam até pouco tempo atrás nas universidades e escolas públicas. Nas escolas particulares, isso já ocorre há muito tempo. Em número cada vez maior, alunos e professores com trajetórias semelhantes à de minha jovem amiga estão "saindo do armário": exigem uma educação livre de contaminação partidário-ideológica.

Acredite, minha amiga: você faz parte de uma gigantesca maioria. A maioria que acredita no bem da educação. A maioria que admira e reconhece a importância da literatura, da história, da filosofia, da sociologia, da antropologia, do direito e das artes. A maioria que defende as ciências humanas, que estudamos, e não as ciências desumanas, que sofremos. Você não está só. Nós vamos ajudá-la e, um dia, você será mestre de nossos filhos.


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