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Quem são os culpados pelo estupro?

28 mai 2016 às 08:53
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O caso da garota atacada sexualmente por 30 monstros nos coloca diante de um fato incontestável: o mal existe — e está solto no mundo. Aquela menina de 16 anos poderia ser filha ou irmã de qualquer um de nós. Quando penso no sofrimento da jovem, meu coração se enche de tristeza e revolta. Mas não apenas os 30 estupradores me causam ojeriza; a meu ver, quem se divertiu ao compartilhar o vídeo da barbárie também possui sérios problemas morais.

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Há algum tempo digo que a pior crise dos tempos atuais não é política, nem econômica, nem social: é a crise dos valores espirituais. O amor ao próximo e a compaixão se transformaram em objeto de riso entre aqueles que só enxergam sentido no prazer e no poder. Crimes como o ocorrido no Rio de Janeiro só se tornam possíveis quando vastas coletividades adotam o egoísmo como forma suprema de sucesso e realização humana.



Um dos aspectos mais perversos das classes falantes brasileiras é a leniência com o crime. Diante das piores atrocidades — como os 60 mil homicídios por ano —, muitos "formadores de opinião" optam por passar a mão na cabeça dos bandidos, buscando causas sociais para a criminalidade. Intelectuais orgânicos adoram demonizar a polícia e condescender com a cultura da violência e das drogas. Pior: utilizam a doutrina da luta de classes como justificativa para os crimes mais abomináveis.



A palavra "bandido" vem do latim bandum, que significa "grupo de pessoas banidas de um lugar". Nesse sentido, 0s estupradores da garota são bandidos na acepção mais plena do termo: revoltados com a falta de sentido das próprias vidas, indiferentes aos valores civilizacionais, fascinados pela combinação de prazer e poder, juntaram-se em bando para descarregar seus piores instintos sobre uma vítima fraca e indefesa. Eles têm algo em comum com um Mao Tsé-tung, um Lavrenti Beria, um Nicolae Ceausescu, um Joseph Goebbels.



Para que esses crimes não se repitam, defendo a reforma da legislação criminal, tornando mais rígidas as punições para quem comete atos hediondos. Ao contrário, tentar jogar a culpa pelo que aconteceu nos ombros de toda a população masculina, como faz certa militância, é uma forma de diluir a responsabilidade dos verdadeiros autores. A "culpa coletiva" é simplesmente outro nome para a impunidade. Se todos os homens são culpados, ninguém é culpado. "O horror, o horror."

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Quando me vejo diante do mal absoluto, volto meus olhos para a cruz. Se Jesus conseguiu o milagre transformar um dos piores instrumentos de tortura e morte em símbolo de ressurreição, nós podemos imitá-lo e encontrar sentido em meio aos piores acontecimentos.


Senhor, tende piedade de nós. Transformai o horror em esperança!


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